O artigo do Travel Daily Media aponta que o mercado de viagens de luxo no Vietnã já movimenta cerca de US$ 3,2 bilhões, resultado de cinco anos de crescimento consistente pouco afetado pela pandemia. Esse avanço vem tanto do aumento da renda disponível das classes média e alta locais quanto da demanda internacional por experiências personalizadas em destinos que combinam natureza, cultura e hospitalidade de alto padrão.
O país foi descrito como “comeback kid” do turismo regional no pós‑Covid, recuperando 98% das chegadas de 2019 já no primeiro trimestre de 2025, ritmo mais rápido que o de seus vizinhos no Sudeste Asiático. A percepção de segurança, somada ao interesse de viajantes de alto valor — em especial chineses com maior poder de consumo —, sustenta a procura por hospedagens e programas de luxo que envolvem gastronomia, cultura e compras.
Expansão além das capitais e nova geração de hotéis
Um dos pontos centrais do texto é a expansão do luxo para além dos grandes centros. Marcas como Capella, Ritz‑Carlton, JW Marriott e Regent vêm abrindo propriedades em destinos emergentes como Phu Quoc, Con Dao e outras áreas costeiras, afastando o foco exclusivo de Hanói e Cidade de Ho Chi Minh. Essa dispersão geográfica reposiciona o Vietnã como “joia da Indochina” em termos de infraestrutura de alto padrão em cenários de praia, natureza e refúgios mais exclusivos.
A melhora da conectividade também é decisiva: aumento de rotas diretas, abertura prevista do novo aeroporto internacional de Long Thanh e investimentos em infraestrutura rodoviária e ferroviária — incluindo projetos de trem de alta velocidade e experiências de luxury rail — facilitam o acesso a novos polos. Políticas de visto mais flexíveis para determinados mercados reforçam a atratividade para o viajante internacional de alta renda.
Personalização, turismo regenerativo e capital humano
O artigo destaca que, para manter a dianteira, o Vietnã precisa consolidar uma virada de “luxo convencional” para “luxo personalizado”, com experiências verdadeiramente sob medida, sobretudo em gastronomia e imersões culturais, que já são prioridade para cerca de 65% dos turistas estrangeiros de alto valor. Paralelamente, a transição de turismo apenas sustentável para turismo regenerativo aparece como vetor estratégico, garantindo que comunidades locais participem de forma significativa dos benefícios econômicos enquanto protegem patrimônio e meio ambiente.
Outro eixo crítico é o desenvolvimento de recursos humanos específicos para o segmento de luxo. O texto aponta a necessidade de investir em treinamento em inclusão cultural, qualidade de serviço, idiomas e expansão de competências para refletir funções mais complexas na hospitalidade de alto padrão. A ideia é alinhar o padrão de atendimento à ambição do país de se posicionar como destino de luxo global, sustentando experiência à altura da oferta de infraestrutura e paisagem.


