Galeria

FIG abre o ateliê e mostra as horas que cabem em uma peça de couro

No Inside The Atelier, a marca lançou o drop Open e expôs o vestido Grace, feito com 30 mil paetês de couro em 350 horas de trabalho.

Um vestido de couro que levou 350 horas para ficar pronto ajuda a entender o que a FIG Cool Leather quis mostrar no Inside The Atelier. A marca, especializada em couro legítimo, recebeu stylists, imprensa e formadores de opinião para um brunch intimista e uma exposição que colocou o processo de criação no centro da conversa, e não apenas o resultado final.

O encontro marcou o lançamento de Open, novo drop limitado da FIG. A coleção-cápsula aproxima o couro caprino da delicadeza da renda e trabalha recortes vazados em pontos estratégicos, que deixam a pele aparecer. Em calças, saias e blusas, a proposta busca um equilíbrio entre força e leveza pensado para a estação mais quente do ano, justamente quando o couro costuma sair de cena.

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A exposição reuniu ainda alguns dos looks conceituais mais emblemáticos da marca. O destaque foi o vestido Grace, usado por Renata Kuerten no Baile do BB de 2025. Os números explicam a atenção que a peça recebeu: foram 350 horas de trabalho e uma equipe de 15 profissionais para aplicar cerca de 30 mil paetês de couro double face em formato oblongo. Desenhados à mão em 30 variações, eles foram refilados um a um para garantir o alinhamento preciso da estrutura.

Duas peças conceituais completavam o percurso. Nelas, o couro deixa de apenas acompanhar o corpo e ganha curvas, volumes e relevos que brincam com textura, incidência de luz e movimento. Uma delas foi usada por Jovana Foresti, fundadora e diretora criativa da FIG, na Semana de Moda de Nova York, vitrine importante para uma marca brasileira que quer ser reconhecida pelo domínio técnico do material.

Construído artesanalmente, esse look traduz uma inquietação que acompanha a FIG desde o início: descobrir novas possibilidades para uma matéria-prima historicamente associada a códigos muito específicos do vestir. É nesse terreno, entre a técnica e a experimentação, que a etiqueta tenta construir sua assinatura.

Ao abrir o ateliê para quem pensa e comunica moda, a FIG faz um movimento que vem ganhando força entre marcas autorais: mostrar o tempo e as mãos por trás de cada peça. Em um mercado acelerado, o savoir-faire passa a ser argumento de valor. E é nos detalhes, nos paetês contados e nas horas de ateliê, que essa aposta fica visível.

Convidada observa peças de couro e cartelas de cores sobre a bancada do ateliê da FIG durante o Inside The Atelier

Convidadas observam look conceitual da FIG com blusa de flores de couro e calça de tiras, exposto em manequim diante do logo da marca

Mão ajusta paetês de couro azul-claro em formato oblongo do vestido Grace, da FIG

Renata Kuerten com o vestido Grace, da FIG, coberto por paetês de couro azul-claro, sentada no braço de uma poltrona

Modelo sentada no chão com blusa de flores de couro e calça de tiras de couro marrom, peças conceituais da FIG

Calça de tiras de couro marrom da FIG exposta em manequim ao lado de painel com foto do look

Jovana Foresti, fundadora da FIG, caminha com top de couro marrom de gola alta, calça de tiras de couro e bracelete dourado

Crédito: FIG Cool Leather

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