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Balenciaga encerra ciclo de Pierpaolo Piccioli após menos de 16 meses

A Kering confirmou em 5 de novembro de 2026 a saída do estilista, sem anunciar sucessor, em uma sequência de mudanças criativas que alcança três maisons do grupo em menos de um mês.

A Balenciaga e a Kering anunciaram em 5 de novembro de 2026 o fim da colaboração com Pierpaolo Piccioli, menos de 16 meses depois de sua chegada à direção criativa da maison. O grupo não informou quem assumirá o posto. A decisão é a terceira mudança de direção criativa anunciada em casas da Kering em menos de um mês, depois das saídas de Anthony Vaccarello da Saint Laurent, em 9 de outubro, e de Seán McGirr da Alexander McQueen, em 15 de outubro.

A informação foi confirmada em comunicado oficial da Kering. O texto agradece a contribuição de Piccioli e afirma que a nova direção criativa será anunciada em breve. Não há, até o momento, indicação pública de sucessor ou explicação detalhada para a decisão.

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Uma passagem breve por uma casa de longa história

Piccioli foi nomeado em maio de 2025 e iniciou oficialmente o trabalho em julho daquele ano, após mais de duas décadas na Valentino. Seu repertório, associado à alta-costura e ao trabalho de construção de silhuetas, foi apresentado pela Kering como uma forma de reafirmar as raízes couture da Balenciaga. A primeira coleção sob sua direção foi exibida em outubro de 2025.

A Kering não comentou os motivos. O comunicado registra apenas a decisão e a futura nomeação.

A sequência de mudanças na Kering

As saídas na Saint Laurent, na Alexander McQueen e agora na Balenciaga tornam a renovação criativa um tema central para a Kering neste fim de ano. São casas com histórias, posições e públicos distintos, por isso a coincidência temporal não prova a existência de um plano único para todas. A concentração de anúncios em poucas semanas aumenta a pressão para que o grupo esclareça como cada marca pretende preservar continuidade e construir o próximo capítulo.

O contexto financeiro também pesa na leitura do mercado. Em 22 de outubro, a Kering reportou receita de €3,4 bilhões no terceiro trimestre de 2026, queda de 10% em termos comparáveis. A companhia indicou sinais de estabilização em algumas áreas, mas o resultado reforça a importância de recuperar desejo e desempenho comercial e preservar a identidade de cada maison.

O que fica em aberto

Piccioli encerra sua passagem antes de completar um ano e meio no cargo. A Kering ainda precisa anunciar a nova direção e explicar como será conduzida a transição das coleções e das equipes. Até lá, o fato confirmado é a saída do estilista. A próxima nomeação mostrará se a casa busca continuidade de linguagem, uma ruptura estética ou uma combinação entre arquivo e códigos contemporâneos.

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Fonte: Kering; Reuters
Imagem: David Sims

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