Da casa à joalheria
A Asprey apresentou em outubro de 2026 sua primeira coleção de joias com Silvia Furmanovich: dez peças que têm a jadeíta como ponto de partida e incorporam marchetaria, bambu japonês entalhado, madeira amazônica reaproveitada e incrustações Shibayama. Antes da coleção, a designer e a casa britânica já haviam colaborado em objetos para a casa, sob o nome Giants of the Amazon.
A mudança de escala altera também a relação com o material. Em vez de grandes superfícies decorativas, a marchetaria aparece em detalhes que acompanham a forma das gemas e o desenho de brincos e braceletes. O projeto preserva técnicas da colaboração anterior, agora aplicadas a peças vestíveis.
A jadeíta conduz a composição
A seleção inclui pedras em verde, rosa, lavanda, vermelho, branco e laranja. A Asprey convidou Furmanovich a trabalhar a partir de sua coleção de jadeíta, e a designer compôs cada joia em torno de uma pedra específica. A cor, o recorte e a forma da gema definem os materiais que a acompanham.
O bambu japonês entalhado e a madeira amazônica reaproveitada dividem espaço com a técnica Shibayama, uma forma de incrustação decorativa japonesa. Em alguns brincos, a marchetaria desenha pétalas e padrões orgânicos; em outros, a crina de cavalo tecida forma pequenas flores ao redor da pedra. São técnicas que chegam à joalheria por caminhos diferentes e preservam marcas próprias na superfície.
O tempo de fazer
As dez peças exigiram centenas de horas de trabalho de artesãos especializados. O valor de cada joia depende tanto da jadeíta quanto do conhecimento necessário para entalhar, tecer e encaixar materiais em escala reduzida.
A colaboração também conecta etapas distintas do repertório de Furmanovich. Giants of the Amazon aproximou marchetaria brasileira e ourivesaria da Asprey em caixas, porta-retratos e objetos decorativos. A coleção de 2026 leva esse diálogo para a joalheria e acrescenta jadeíta colorida e outras tradições artesanais à relação entre as duas casas.







