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Hermès cresce 4,3% no terceiro trimestre, puxada pelos artigos de couro

A maison registrou €4,1 bilhões em vendas entre julho e setembro de 2026; couro e selaria cresceram 10,8%, enquanto prêt-à-porter e acessórios recuaram 2%.

A Hermès fechou o terceiro trimestre de 2026 com vendas de €4,1 bilhões, alta de 4,3% a câmbio constante. Divulgado em 22 de outubro, o resultado veio sustentado mais uma vez pelos artigos de couro e selaria, que cresceram 10,8%. Prêt-à-porter e acessórios recuaram 2%.

Nos nove primeiros meses do ano, a receita somou €12,3 bilhões, avanço de 6% a câmbio constante e de 3% em valores reportados. A diferença entre os dois números mostra o peso do câmbio na conversão para euros.

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O couro segue no comando

A divisão de couro, a maior da maison, reúne bolsas, artigos de viagem, pequenos acessórios e peças equestres. A Hermès amplia a capacidade de produção aos poucos e mantém a oferta de alguns modelos limitada, estratégia que protege o desejo em torno da marca e explica a resiliência da categoria.

Já roupas e acessórios, mais expostos à renovação sazonal das coleções, tiveram um trimestre mais fraco. A força do couro compensou parte dessa retração.

O mapa das regiões

Na divisão geográfica, o Japão cresceu 9,6%, a Europa sem a França avançou 9,5% e as Américas, 8,8%. A França subiu 3,6%. A Ásia-Pacífico sem o Japão ficou estável, e o Oriente Médio recuou 4,5%. A administração descreveu a China como um mercado difícil e reiterou sua visão de longo prazo para o país.

Para o mercado de luxo, o balanço confirma que a demanda segue concentrada em marcas capazes de preservar identidade forte e oferta controlada. Os próximos trimestres vão mostrar se roupas e acessórios voltam a crescer e se a Ásia retoma o ritmo.

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