Enquanto a Paris Fashion Week concentrava os desfiles da temporada, 18 marcas brasileiras ocupavam dois dos principais encontros comerciais da cidade. A participação na Splash e na Première Classe, realizada entre 2 e 5 de outubro, reuniu resortwear, moda praia, calçados, bolsas, joias e acessórios.
Na Splash, dedicada ao universo resort, participaram Água de Coco, Cecilia Prado, La Sirène, Lenny Niemeyer, Lis Fiaschi, Parioca, Sinesia Karol, Sophia Hegg, Triya e Waiwai.
Na Première Classe, instalada no Jardin des Tuileries e voltada a acessórios, estiveram Argalji, Elisa Parpinelli, Fenda, Matilda, Sarah Chofakian, Serpui, Soleah e Sy&Vie.
## Internacionalização acontece também fora da passarela
A presença foi apoiada pelo Fashion Label Brasil, programa de internacionalização realizado pela ABEST em parceria com a ApexBrasil. O projeto reúne cerca de 180 marcas; segundo a associação, 85% são lideradas por mulheres e 40% adotam práticas sustentáveis.
Feiras comerciais cumprem uma função diferente da passarela. O desfile constrói imagem e repercussão. A feira aproxima a marca de compradores, agentes e distribuidores, abre conversas sobre coleção, preço e prazo e pode transformar visibilidade em negócio recorrente.
Para a moda brasileira, essa presença é especialmente importante. Resortwear, trabalho manual, cor, materiais naturais e acessórios autorais já fazem parte de um repertório reconhecível. O desafio é evitar que essa diversidade seja reduzida a uma única ideia de brasilidade.
Levar 18 marcas a Paris ajuda a mostrar que a moda do país não cabe em uma estética só. Ela pode conversar com o mercado internacional a partir de diferentes categorias, escalas e linguagens.







