O The Beverly Hills Hotel anunciou um supper club com interiores de Ken Fulk, previsto para abrir ainda em 2026. O projeto integra uma expansão que acrescentará também um bar de coquetéis, lounge, sala de exibição e espaço para refeições privadas. Segundo a Dorchester Collection, trata-se da adição mais ampla ao hotel desde a construção da Crescent Wing, projetada por Paul Revere Williams em 1949.
O novo supper club ficará próximo ao lobby, depois da chegada pelo tapete vermelho que se tornou parte da imagem do hotel. O programa combina jantar e entretenimento ao vivo, retomando uma forma de sociabilidade ligada a Los Angeles sem transformá-la em reconstituição de época. Fulk, conhecido por ambientes de forte personalidade visual, recebeu a tarefa de trabalhar num endereço cuja identidade já é muito reconhecível. Rosa, verde, palmeiras e memória cinematográfica impõem um contexto particular a qualquer intervenção.
Além da sala principal, o hotel prevê um bar com varanda voltada à paisagem de Los Angeles e um lounge que funcionará em diferentes horas do dia. A descrição da Dorchester inclui café, chá da tarde e refeições leves, seguidos por coquetéis à noite. Uma sala de cinema e uma área reservada para jantares completam o conjunto. A intenção é ampliar as possibilidades de permanência no hotel sem depender apenas dos quartos ou de uma refeição marcada.
A operação nasce de um planejamento longo. O hotel afirma que as novas áreas começaram a ser discutidas há cerca de uma década e passaram por conversas com vizinhos e frequentadores. Esse dado ajuda a dimensionar o cuidado exigido por uma alteração em um lugar conhecido tanto pelo edifício quanto por sua presença na vida social de Beverly Hills. A novidade precisa encontrar espaço sem apagar aquilo que leva pessoas ao endereço há gerações.
Ainda não foram divulgados data de inauguração, cardápio completo, preços ou sistema de reservas. Por isso, o projeto deve ser tratado como anúncio, não como restaurante já aberto. O nome supper club sugere uma noite construída em torno de mesa, música e permanência, mas a forma concreta da experiência só poderá ser avaliada depois de sua estreia.
O The Beverly Hills Hotel pertence à Dorchester Collection e mantém a imagem do Pink Palace como parte central de sua comunicação. A ampliação pode lhe dar um novo papel na cidade, especialmente para moradores que procuram um encontro noturno fora da hospedagem. Até lá, o interesse está no desenho do espaço e no equilíbrio que Ken Fulk encontrará entre invenção e patrimônio.







