LUXO

Antonio Bernardo atualiza seus ícones e amplia o vocabulário das joias autorais

Os novos lançamentos de Antonio Bernardo retomam códigos já reconhecidos da marca, como o Trevo e a Wish, e os levam para novas formas, cores e combinações de materiais.

Uma marca autoral também precisa saber revisitar a própria história.

Antonio Bernardo faz isso em seus lançamentos mais recentes ao voltar a peças que já fazem parte de seu repertório e acrescentar novas possibilidades de forma, cor e significado.

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Entre os destaques está o Brinco Trevo, que surge com construção mais fluida em ouro, e as Pulseiras New Wish, agora apresentadas em novas cores e com plaquinhas que traduzem desejos como Dengo, Força, Magia, Viagem e Super Sex.

A Wish ocupa um lugar importante nessa história. No próprio site da marca, Antonio Bernardo descreve a pulseira como uma peça interativa, construída a partir da combinação entre o desenho do autor e as escolhas de quem a usa.

É justamente essa característica que permite à linha continuar crescendo sem perder identidade.

Quando o desejo também vira desenho

As novas versões da Wish reforçam uma ideia presente há anos no trabalho de Antonio Bernardo: a palavra pode ser parte da joia.

Ao incorporar novos termos e cores, a peça deixa de ser apenas acessório e passa a carregar uma escolha pessoal.

Os Clips Wish com esmaltes coloridos seguem a mesma lógica, enquanto os pingentes Fé e Bênção aproximam linguagem gráfica e significado afetivo.

Esse território faz sentido dentro de uma marca que sempre trabalhou joia como objeto de expressão, e não apenas como ornamento.

A própria Antonio Bernardo define seu trabalho a partir da experimentação plástica, da delicadeza minimalista e da investigação de materiais e formas.

Arquivo sem nostalgia

A novidade não se resume à Wish.

Colar Tropical, Pitanga e Anel Superstar ampliam o repertório com combinações de ouro, prata, pedras e cores, enquanto o Trevo reaparece em uma leitura mais fluida.

O interessante está na maneira como esses lançamentos convivem.

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Não há uma ruptura estética.

Há evolução.

Antonio Bernardo trabalha com símbolos que podem voltar em outra escala, outro material ou outra construção sem perder reconhecimento.

Essa talvez seja uma das forças de uma joalheria autoral consolidada.

Criar novidade sem precisar abandonar aquilo que já virou assinatura.

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