Edição de 12 de outubro de 2026
Um objeto de desejo, um endereço, um movimento de mercado, uma ideia e um achado. Não é uma lista do que é mais caro ou mais novo, e sim do que diz alguma coisa sobre o nosso tempo.

01 · O objeto de desejo
Cartier e a pantera que virou linguagem de poder
A pantera apareceu na Cartier em 1914 e, mais de um século depois, continua dizendo a mesma coisa: poder com elegância. É o melhor exemplo de como uma maison transforma um símbolo em linguagem, e de por que um código bem construído vale mais do que qualquer lançamento da temporada.

02 · O endereço
Dior chega ao Copacabana Palace
Em novembro, o Copacabana Palace recebe o Dior Spa, em parceria com a Belmond, dentro da renovação do Edifício Piscina. A escolha diz muito: o bem-estar virou um dos territórios mais disputados do luxo, e o Rio volta ao mapa das grandes maisons.

03 · O movimento de mercado
Saint Laurent se despede de Anthony Vaccarello
Depois de quase dez anos, Vaccarello deixa a direção criativa da Saint Laurent, e a Kering ainda não disse quem assume. É mais um capítulo da troca de cadeiras que vem redesenhando a moda, num momento em que as maisons revisam seus caminhos criativos.

04 · A ideia
Bottega Veneta cria um prêmio de arquitetura
Com a La Cuadra, a Bottega Veneta criou o The New Architecture Prize, inspirado em Luis Barragán. Gosto quando uma marca de moda investe em cultura sem colocar o próprio produto no centro: é assim que o luxo constrói relevância no longo prazo.

05 · O achado
Moda brasileira em Paris
Enquanto a Paris Fashion Week concentrava os holofotes, 18 marcas brasileiras ocupavam a Splash e a Première Classe com resortwear, moda praia, joias e acessórios. É o Brasil mostrando lá fora o que faz de melhor, e um bom radar para conhecer nomes antes de todo mundo.
Patricia Zanotti