Poucos países têm uma relação tão íntima com a joalheria quanto o Brasil. As pedras saem daqui, a técnica foi se refinando aqui, e uma geração de criadores mostrou ao mundo que existe um design de joia com sotaque brasileiro. Não é por acaso que Meryl Streep escolheu uma marca nacional para a première de O Diabo Veste Prada 2.
Nesta seleção, a BlackCard reúne casas históricas e nomes autorais que ajudam a entender esse momento. São marcas com linguagem própria, reconhecíveis à primeira vista, e que fazem da joia um objeto de cultura, não só de valor.
Sauer
Rio de Janeiro · desde 1941

Fundada no Rio por Jules Sauer, pioneiro das gemas brasileiras, a casa vive uma fase contemporânea sem perder a ligação com as pedras que ajudaram a construir sua história. Foi Sauer que Meryl Streep usou na première de O Diabo Veste Prada 2, em Londres: brincos de diamantes e ônix em ouro branco.
H.Stern
Rio de Janeiro · desde 1945
Criada por Hans Stern, ajudou a apresentar as gemas brasileiras ao mundo e se tornou uma das joalherias mais conhecidas do país, com presença internacional. Uma referência para entender como o Brasil passou de fornecedor de pedras a autor de joias.
Antonio Bernardo
Rio de Janeiro

Um dos nomes mais autorais da joalheria nacional, conhecido pelo design limpo e pela engenharia das peças. Nos lançamentos recentes, revisita os próprios ícones, como o Brinco Trevo, agora com construção mais fluida, e as pulseiras New Wish em novas cores.
Carla Amorim
Brasília

Natureza é a matéria-prima da designer. A coleção Caminho das Águas traduz água, flores e céu em ouro 18K com diamantes, turmalina paraíba, topázios, turquesas e esmeraldas, em volumes e lapidações que lembram gotas e cursos de rio.
Ara Vartanian
São Paulo
Conhecido pelos diamantes invertidos, que mostram a pedra pelo avesso e mudam a forma de ver a luz, Ara Vartanian construiu uma das assinaturas mais reconhecíveis da joalheria contemporânea, com clientela internacional.
Silvia Furmanovich
São Paulo
Une alta joalheria e artesanato tradicional, com marchetaria em madeira, bambu e outras técnicas desenvolvidas com artesãos dos lugares que inspiram cada coleção. Uma joia que conta de onde veio.
Fernando Jorge
São Paulo e Londres
Paulistano formado em Londres, cria joias de formas fluidas e sensuais, com uma leveza que virou assinatura. É um dos nomes brasileiros mais presentes nas joalherias internacionais.
Hector Albertazzi
Joalheria autoral

A coleção Jetsetters nasce de viagens: cada capítulo é inspirado numa paisagem, e o primeiro, Namibe, transforma as dunas da Namíbia em joias fluidas e assimétricas. A marca vem levando essa linguagem para a agenda internacional.
Guerreiro
Joalheria autoral

Sob direção criativa de Juliana Guerreiro, a marca apresentou a exposição Escultura, com 40 anéis criados artesanalmente por José Carlos Guerreiro ao longo de décadas. Joia tratada como peça de arte.
Verde Joias
Joalheria autoral

Preserva folhas reais por meio de um processo próprio e as transforma em joias e objetos, como a caneta tinteiro feita com uma folha de manga eternizada. Natureza e memória na mesma peça.
Por que olhar para a joalheria brasileira agora
As marcas brasileiras estão vivendo um momento de projeção internacional, seja nos tapetes vermelhos ou nas agendas de Paris, Londres e Milão. Conhecer esses nomes é entender uma parte importante do luxo feito no país.
Para presentear, vale conhecer as linhas de entrada das marcas autorais. Para uma peça de herança, as casas históricas e as pedras brasileiras seguem como referência.
Seleção editorial da BlackCard, sem patrocínio. Guia atualizado em outubro de 2026.



