Com a primavera, a pele entra em estação de transição, e a rotina de cuidados pede ajustes, não uma reforma. É o que dizem médicas, dermatologistas e marcas nos materiais que chegaram à redação: limpeza adequada, hidratação mantida mesmo na pele oleosa, proteção solar todos os dias e mudanças feitas aos poucos. Segue o que cada voz afirma, sempre com a atribuição de quem falou.
Com o calor, aumentam a oleosidade e o suor, e o conforto passa a pesar na escolha do produto. Isabella Lu, head de marketing da Klass Vough, marca brasileira que lançou recentemente sua primeira linha de skincare, com ativos coreanos de PDRN e Centella Asiática, observa: “Nos dias mais quentes, produtos de textura leve, rápida absorção e toque seco podem proporcionar maior conforto, principalmente para quem apresenta maior oleosidade”.
A médica Isadora Ragognete, que atua em dermatologia e estética facial em uma clínica de São Paulo, começa pela limpeza. “O primeiro cuidado é a limpeza, usando produtos certos para cada tipo de pele, sem exagerar para não comprometer a barreira cutânea. A hidratação continua sendo fundamental, mesmo para quem tem pele oleosa”, diz.
A dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, lembra que a textura também conta. Em suas palavras, “o melhor veículo para pele oleosa é o sérum ou o gel. O creme, por sua vez, é ideal para a pele seca”. Para peles sensíveis, como as que apresentam rosácea, ela cita ativos calmantes, e indica investir nos antioxidantes, como as vitaminas E e C, que ajudam a combater os radicais livres e a retardar o envelhecimento.
Os ácidos ainda cabem na estação, com cautela. A médica Lilian Brasileiro afirma que o retinol deve entrar na rotina “começando com concentrações mais baixas e aplicando apenas duas vezes por semana”, à noite, seguido de hidratante, e lembra que o protetor solar é obrigatório durante o dia, porque a pele fica mais sensível à luz com o uso de retinoides. A ressalva de Isadora Ragognete vai na mesma direção: antes de incluir ácidos ou ativos mais potentes por conta própria, o ideal é fazer uma avaliação dermatológica.
A proteção solar atravessa todas as falas. “O protetor solar deve ser usado todos os dias, com reaplicação ao longo do dia, especialmente quando houver exposição ao sol”, reforça Ragognete. A dermatologista Vanessa Perusso, parceira da Helioderm, lembra que a exposição acontece no cotidiano: caminhadas, deslocamentos e até o tempo perto de janelas contam, e pescoço, colo, mãos e braços também merecem atenção quando estão descobertos.
Um estudo publicado no Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology, citado no material da Helioderm, acompanhou 290 mulheres brasileiras durante um ano. O grupo que passou a aplicar protetor solar duas vezes ao dia apresentou menor progressão de diferentes sinais de envelhecimento do que o grupo que manteve a rotina habitual.
No mercado, a Helioderm, marca de dermocosméticos da Hertz Farmacêutica, lançou a linha FPS 99 nas versões facial, corporal e kids, esta para bebês e crianças a partir de 6 meses. Segundo a marca, as versões facial e corporal reúnem proteção, hidratação e ação antioxidante, com ácido hialurônico, niacinamida e vitamina E, e os produtos estarão em breve nas farmácias. A Klass Vough Skin, por sua vez, organiza a rotina em três etapas, limpeza, tratamento e proteção, e inclui protetor solar FPS 70, incolor e em diferentes tonalidades.
Isabella Lu deixa um aviso que serve para todas as rotinas: “Um erro bastante comum é mudar toda a rotina de uma vez. O ideal é fazer alterações gradualmente e observar como a pele reage”. O fio que une as vozes é a observação. Ouvir a pele, trocar o que for preciso aos poucos e consultar um médico antes de ativos mais fortes. As informações sobre produtos são das marcas, e as orientações clínicas, de cada profissional citado.







