Há estampas que nascem em estúdio e há aquelas que já chegam com uma história pronta. A nova canga da BlueMan pertence ao segundo grupo. A peça leva os desenhos de crianças atendidas pelos programas da Casa Ronald McDonald Brasil, com sóis, flores, casas, aviões e retratos de família feitos à mão, e transforma esses traços em estampa de moda praia. Ela está à venda durante todo o mês de outubro, e parte da receita vai para a instituição.
Uma relação que vem de antes
A parceria não começou agora. Sharon Azulay, diretora criativa da BlueMan, mantém uma relação próxima com a Casa Ronald McDonald Brasil e participa todos os anos de campanhas da organização, como o McDia Feliz. A novidade é que esse vínculo deixou de acontecer só ao lado da marca e passou para dentro da criação, onde a BlueMan constrói sua identidade.
“Para mim, é uma honra poder materializar um pedacinho de cada uma dessas crianças que fazem parte da história da Casa Ronald McDonald Brasil”, diz Sharon. Ela conta que pessoas próximas também passaram pela instituição, o que dá à colaboração um peso que vai além do calendário de ações da marca.
O traço original como protagonista
A escolha mais interessante do projeto foi não reinterpretar os desenhos. Em vez de transformar as ilustrações em uma estampa “limpa”, ajustada ao gosto comercial, a BlueMan manteve os traços como as crianças fizeram. A canga se organiza como um tabuleiro de jogo, cercado por girafas, carros, pássaros e casas coloridas. É uma peça que não esconde a origem, e é justamente isso que a torna diferente.
Para uma marca de moda praia, a canga é um território especial. Ela vai para a areia, para a piscina, para a viagem e circula por lugares e mãos diferentes ao longo do verão. Colocar ali o desenho de uma criança é dar a ele um caminho que dificilmente teria de outra forma.
Quando um desenho viaja
É essa ideia que Bianca Provedel, CEO da Casa Ronald McDonald Brasil, destaca. “Quando o desenho de uma criança ganha espaço em uma peça que vai circular por diferentes lugares, ele deixa de ser apenas uma lembrança e passa a contar uma história”, afirma. Para ela, a parceria aproxima o público de uma realidade que nem sempre faz parte do seu dia a dia: a de crianças e famílias que enfrentam um tratamento de saúde.
Bianca descreve a iniciativa como “uma maneira leve e afetiva de levar a causa para novos espaços”. A palavra leve não é por acaso. Em vez de apelar para a comoção, o projeto escolhe a criatividade como ponto de encontro, um caminho que a moda conhece bem e que tende a criar vínculos mais duradouros com quem compra.
Moda com propósito, sem discurso pronto
Colaborações entre marcas e instituições se tornaram frequentes, e nem todas resistem a um olhar mais atento. O que dá consistência a esta é a coerência entre a história da marca, a participação real das crianças na criação e o destino de parte da receita. É um produto que se explica sozinho, sem precisar de slogan.
A canga custa R$ 89 e pode ser comprada nas lojas físicas e no site da BlueMan até 31 de outubro.
O trabalho por trás da causa
Há 27 anos, a Casa Ronald McDonald Brasil trabalha para reduzir as barreiras enfrentadas por crianças e adolescentes em tratamento de saúde e por suas famílias. Ao longo desse período, a organização destinou mais de R$ 445 milhões à saúde infantojuvenil, beneficiou mais de 3,3 milhões de crianças e adolescentes e apoiou mais de 2.100 projetos em 111 instituições do país. Ela faz parte da rede global Ronald McDonald House, presente em mais de 62 países.
Só em 2025, as iniciativas da Casa Ronald Brasil viabilizaram mais de 104 mil hospedagens, 480 mil refeições e 2.343 deslocamentos para hospitais e centros de tratamento. Mais de 9 mil pessoas foram acolhidas nos Espaços da Família. São números que se traduzem em algo concreto: famílias que precisam ficar longe de casa e encontram apoio para atravessar esse período.







