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O quarto infantil deixou de ser um mundo à parte

Madeira, fibras naturais e móveis que crescem com a criança: o quarto infantil passa a dialogar com o resto da casa.

O quarto infantil já não precisa parecer um cenário isolado do restante da casa. Em projetos contemporâneos, o espaço dedicado às crianças pode dialogar com a arquitetura, a paleta de cores e os materiais escolhidos para os outros ambientes, sem perder a dimensão lúdica que faz parte da infância.

Madeira, fibras naturais, tecidos agradáveis ao toque e móveis de linhas simples ajudam a criar interiores que não dependem de temas passageiros para ganhar personalidade. Em vez de concentrar toda a decoração em personagens ou cores muito marcadas, alguns projetos exploram obras de arte, iluminação, objetos afetivos e soluções de armazenamento que acompanham as mudanças de idade.

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Essa abordagem também permite pensar no quarto para além da fotografia. A disposição dos móveis, a circulação, a altura dos objetos e a facilidade de acesso aos brinquedos influenciam a maneira como a criança utiliza o espaço. Uma estante acessível, por exemplo, pode incentivar a escolha independente de livros e materiais de brincar.

O design precisa equilibrar a visão dos adultos com as necessidades dos pequenos. Um ambiente visualmente sofisticado não deve comprometer a segurança, a praticidade ou a possibilidade de transformar o espaço ao longo do tempo.

Há também uma dimensão afetiva. O quarto reúne objetos que acompanham descobertas, lembranças e mudanças de interesse. Quando a decoração admite essa evolução, deixa de depender de uma composição perfeita e passa a funcionar como parte da vida familiar.

O novo olhar sobre os interiores infantis não está em reproduzir o minimalismo dos ambientes adultos. Está em criar espaços coerentes com a casa, mas generosos com a imaginação.

Fontes e referências: UNICEF, a importância do brincar.

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