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Barrie e Damien Hirst levam arte ao cashmere em coleção limitada

As obras Spots e Butterflies chegam às malhas produzidas na Escócia, com lançamento oficial em 14 de outubro.

A Barrie lança nesta quarta-feira, 14 de outubro, uma coleção de cashmere criada com o artista britânico Damien Hirst. Produzidas na histórica fábrica da marca em Hawick, na Escócia, as peças levam às malhas dois conjuntos de imagens conhecidos de seu trabalho, Spots e Butterflies. A edição principal é numerada, com 100 unidades por cor. A parceria teve acesso antecipado para assinantes da newsletter da Barrie desde 7 de outubro e chega agora ao site e às boutiques da marca.

O ponto de partida foi um guarda-roupa de sete peças imaginado por Hirst, cliente antigo da casa. Em vez de tratar as pinturas como estampas aplicadas ao final do processo, a coleção procura incorporá-las à própria construção da malha. Essa diferença interessa a quem acompanha o encontro entre moda e arte: no cashmere, desenho, textura e técnica precisam funcionar juntos. Uma imagem reconhecível à distância passa a depender também da precisão de quem a traduz em fios.

Os pontos coloridos, associados às pinturas Spots, aparecem em um casaco com zíper e em um suéter de gola redonda. Há combinações de fundo branco com pontos multicoloridos ou cinza e uma versão preta com pontos de várias cores. As borboletas ocupam um conjunto de moletom com capuz e calça, oferecido em branco, preto, vermelho e verde. Mantas de cashmere completam esse núcleo. A linha inclui ainda peças de jersey, camisetas de algodão, lenços e patches bordados, segundo a apresentação da coleção.

Hawick não é apenas um endereço de produção citado para dar origem à peça. A cidade escocesa reúne uma longa tradição de malharia, e é ali que a Barrie mantém a fábrica responsável por suas coleções. A casa passou a integrar os Métiers d’Art da Chanel em 2012, preservando a especialização em cashmere que a tornou conhecida. Essa base industrial dá sentido à colaboração: o resultado não depende só da assinatura de Hirst, mas da capacidade de transformar uma linguagem visual em roupa efetivamente tricotada.

O artista construiu parte de sua trajetória com imagens que parecem simples à primeira vista e se tornam insistentes pela repetição. Nas malhas, os pontos e as borboletas mudam de escala e de relação com o corpo. A peça deixa de ser vista de frente, como uma tela, para aparecer em movimento, dobrada, usada e guardada. A escolha do cashmere acrescenta uma dimensão tátil à imagem, sem transformá-la automaticamente em obra de arte. Trata-se de uma colaboração de moda com referência explícita ao repertório do artista.

A Barrie informa que o lançamento de 14 de outubro acontece em seu comércio eletrônico e nas boutiques da marca. A edição numerada e a fabricação em Hawick dão à coleção um recorte de produção específico, enquanto as peças complementares ampliam o projeto para além das sete primeiras ideias do guarda-roupa. Preços e disponibilidade para entrega no Brasil devem ser conferidos no momento da compra, pois variam conforme produto e região.

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Imagem: Barrie. Obra © Damien Hirst and Science Ltd. / DACS 2026
Revisado por Patricia Zanotti em 14/10/2026

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