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Whitney revisita Roy Lichtenstein em mostra de seis décadas

Aberta em 11 de outubro, Roy Lichtenstein: Like New reúne mais de 130 trabalhos e permanece em cartaz até 10 de maio de 2027.

O Whitney Museum of American Art abriu em 11 de outubro Roy Lichtenstein: Like New, mostra que acompanha seis décadas da produção do artista norte-americano. A exposição fica no quinto andar do museu, em Nova York, até 10 de maio de 2027. Segundo a instituição, a seleção reúne mais de 130 obras, entre pinturas, desenhos, esculturas, gravuras, filmes e quatro murais recriados.

É a primeira retrospectiva de Lichtenstein em Nova York desde 1993. Em vez de se concentrar apenas nas imagens mais conhecidas da Pop Art, a curadoria propõe observar como o artista lidou com percepção, reprodução e cultura visual ao longo da carreira. O percurso inclui trabalhos de diferentes períodos, desde a formação do artista na Ohio State University, nos anos 1940, até o fim de sua vida, em 1997.

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A imagem popular como matéria de pintura

Lichtenstein ficou conhecido por ampliar e reorganizar imagens que encontrava em histórias em quadrinhos e jornais. Seus quadros passaram a ser reconhecidos pelas linhas pretas marcadas, pelas cores planas e pelos pontos que lembram a impressão comercial. No entanto, a aparência mecânica era construída à mão. A mostra do Whitney busca recuperar essa tensão entre repetição industrial e trabalho pictórico, além de ampliar a discussão para filmes, desenhos e esculturas.

O título Like New vem de uma obra de 1962. A expressão conversa com a circulação contínua das imagens do artista, que são citadas, copiadas e transformadas por outras gerações. O Whitney sugere que essa repetição integra o próprio legado de Lichtenstein, mas também pode ter encoberto a complexidade de seus métodos e referências. A exposição propõe olhar novamente para as decisões que antecedem a imagem final: seleção, recorte, ampliação, transferência e pintura.

Quatro murais recriados ajudam a apresentar a escala dos projetos e a relação entre composição e espaço. O museu também inclui obras menos conhecidas ao lado de pinturas emblemáticas. Essa escolha evita que a visita se limite a reconhecer imagens populares e permite acompanhar como o artista trabalhou com assuntos e meios diferentes durante décadas.

A retrospectiva foi organizada por Meg Onli, curadora Nancy and Fred Poses do Whitney, e pelo artista e curador convidado Alex Da Corte, com participação da equipe de pesquisa do museu. A instituição descreve a exposição como uma revisão ampla da carreira.

Lichtenstein nasceu em Nova York em 1923 e morreu em 1997, aos 73 anos. Seu trabalho ajudou a alterar a percepção do que poderia ser pintura ao deslocar imagens de circulação popular para o museu e para a tela. A retrospectiva oferece ocasião para discutir não apenas a iconografia da Pop Art, mas também as relações entre autoria, apropriação, reprodução e cultura de massa. O programa do Whitney ainda prevê encontros, visitas e atividades associados à exposição ao longo da temporada.

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