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Art Basel Paris reúne 211 galerias e amplia o programa público

A quinta edição na cidade abre ao público nesta sexta-feira, 23 de outubro, com galerias de 41 países e projetos em nove espaços parisienses.

A Art Basel Paris abre ao público nesta sexta-feira, 23 de outubro, no Grand Palais, com 211 galerias de 41 países e territórios. A feira segue até domingo, dia 25, depois dos previews e do vernissage previstos para 21 e 22 de outubro. Em sua quinta edição parisiense, o evento amplia a presença para além do pavilhão e distribui obras e projetos por nove endereços da capital francesa.

O número de expositores se divide entre três setores: Galeries, com 183 participantes; Emergence, dedicado a galerias e artistas em desenvolvimento, com 16; e Premise, que reúne propostas curatoriais singulares, com 12. A organização informa que quase 30 galerias participam pela primeira vez. A distribuição permite observar diferentes escalas de atuação, desde galerias estabelecidas até espaços que trabalham com programas mais recentes ou recortes menos convencionais.

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Uma feira que se estende pela cidade

O programa público volta em colaboração com instituições e espaços parisienses. Entre os destaques estão o projeto de Alice Diop no Palais d’Iéna, esculturas de Kennedy Yanko na Cité de l’architecture et du patrimoine, obras de Tracey Emin no Parvis des Droits de l’Homme, a instalação de vídeo Küba, de Kutluğ Ataman, na Chapelle des Petits-Augustins, e trabalhos de Cosima von Bonin no Petit Palais. Outros projetos ocupam o Jardin de la Nouvelle-France, o Square Jean Perrin, a Place Clemenceau e a Avenue Winston Churchill.

Esculturas de Tracey Emin no programa público da Art Basel Paris, com a Torre Eiffel ao fundo

Essa expansão altera a experiência de quem visita a feira. O Grand Palais concentra estandes e conversas, enquanto a programação externa transforma deslocamentos pela cidade em parte da visita. Cada projeto tem endereço, apresentação e parceiros próprios. Para quem planeja acompanhar a agenda, vale conferir horários e condições de acesso de cada local, que podem variar em relação à entrada da feira.

A Art Basel Paris acontece num momento em que grandes feiras procuram combinar comércio, descoberta e presença cultural. A quantidade de galerias ajuda a dimensionar a edição, mas não explica sozinha sua relevância. A composição dos setores, a qualidade das apresentações e o modo como os trabalhos dialogam com os espaços parisienses também são aspectos importantes para colecionadores, profissionais e público interessado em arte contemporânea.

O programa Conversations, pela primeira vez no auditório do Grand Palais, reúne vozes da arte e da cultura. Também retorna Oh La La!, iniciativa de remontagem de estandes programada para 23 e 24 de outubro. As atividades têm formatos próprios e algumas exigem ingresso ou convite. A agenda completa está nos canais oficiais da feira.

Balanço de vendas, público e repercussão só deve sair depois do encerramento. Por ora, a notícia está na escala da feira e no desenho de uma presença mais ampla pela cidade.

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