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Beleza: atividade de aquisições cresce em número, mas os negócios ficam menores

Operações de M&A em beleza se multiplicam, mas o valor médio recua e negócios menores dominam as transações com valor divulgado.

O mercado de fusões e aquisições em beleza apresenta um contraste entre quantidade de operações e valor médio dos negócios. Uma reportagem da WWD, publicada em outubro e repercutida por outros veículos, descreve um período em que as transações se multiplicaram, mas o valor agregado e o tamanho médio das operações recuaram.

Segundo a cobertura, foram 384 operações globais em 2025 e indica desaceleração de 11% na atividade total no primeiro semestre de 2026. Ao mesmo tempo, negócios menores teriam respondido por 86% das transações com valor divulgado nesse período.

O retrato é o de um mercado ativo, mas mais seletivo. Grandes aquisições continuam sendo anunciadas, enquanto investidores e grupos estratégicos também disputam marcas menores, com potencial de crescimento ou presença em categorias específicas. Em beleza, os alvos podem incluir empresas de skincare, cabelo, fragrâncias, maquiagem, wellness e serviços, o que torna a comparação entre valores e setores particularmente complexa.

O volume de negócios não diz sozinho se o mercado está saudável. Uma alta na quantidade pode refletir operações de menor porte, aquisições parciais, investimentos minoritários ou transações com valores não divulgados. A queda no valor agregado também pode resultar da ausência de uma ou duas operações excepcionalmente grandes. Para compreender o ciclo, é necessário olhar para número de negócios, valores anunciados, participação adquirida e critérios de inclusão do levantamento.

Nos últimos anos, grupos globais ampliaram seus portfólios por meio de aquisições, licenças e participações estratégicas. A compra de marcas independentes permite acessar comunidades, formulações e canais digitais, enquanto as empresas adquiridas podem ganhar distribuição e escala. O desafio está em preservar a identidade que tornou essas marcas atraentes e integrar operação, cadeia de suprimentos e marketing.

A tendência apontada pela WWD sugere que o capital continua circulando na beleza, mas em operações mais fragmentadas. O ponto central é o contraste entre atividade e tamanho, não um veredito de expansão ou retração de todo o setor.

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