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Prada Group cresce 12% nos nove meses e Miu Miu desacelera

Grupo italiano registra € 4,54 bilhões em receita nos nove primeiros meses de 2026. A Prada mantém crescimento moderado, enquanto a Miu Miu enfrenta uma base de comparação mais exigente. O Prada Group encerrou…

Grupo italiano registra € 4,54 bilhões em receita nos nove primeiros meses de 2026. A Prada mantém crescimento moderado, enquanto a Miu Miu enfrenta uma base de comparação mais exigente.

O Prada Group encerrou os nove primeiros meses de 2026 com receita líquida de € 4,54 bilhões, crescimento de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior, considerando as taxas de câmbio reportadas. A câmbio constante, o avanço foi de 15%. Sem a contribuição da Versace, adquirida pelo grupo, o crescimento orgânico foi de 4%.

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Divulgados em 22 de outubro, os resultados mostram um grupo em expansão, mas também revelam diferenças importantes entre o desempenho de suas marcas. A Prada preservou uma trajetória positiva, enquanto a Miu Miu entrou em um período de crescimento mais moderado, após anos de resultados expressivos.

Prada mantém estabilidade em um mercado mais difícil

As vendas do varejo do grupo somaram € 3,93 bilhões, com crescimento de 11% a câmbio constante. Desconsiderando a Versace, o avanço orgânico foi de 2%.

A marca Prada registrou crescimento de 2% nas vendas de varejo nos nove meses e de 1% no terceiro trimestre, ambos a câmbio constante. O desempenho foi sustentado por resultados positivos nas Américas e na Ásia-Pacífico, incluindo a China.

A companhia continua investindo em coleções, produtos de couro e experiências de varejo. Em Milão, o projeto Prada Galleria reúne moda, gastronomia e programação cultural em um endereço de vários andares, que abriga também a exposição permanente Pradasphere. O CEO Andrea Guerra afirmou que o grupo estuda iniciativas semelhantes para Miu Miu e Versace.

A desaceleração da Miu Miu

Depois de registrar crescimento de 41% nos nove primeiros meses de 2025, a Miu Miu avançou 1% no mesmo período de 2026, a câmbio constante. No terceiro trimestre, as vendas de varejo recuaram 3%, contra uma base de 29% no mesmo trimestre do ano anterior.

A desaceleração precisa ser observada à luz dessa base de comparação e das condições comerciais em diferentes regiões. Segundo o grupo, excluído o impacto do Oriente Médio, o desempenho trimestral da Miu Miu permaneceu próximo da estabilidade.

Versace começa a aparecer nos resultados

A Versace contribuiu com € 441 milhões para a receita consolidada dos nove meses, dos quais € 322 milhões em vendas de varejo. A integração da maison segue em andamento: Pieter Mulier, novo diretor criativo, deve apresentar sua primeira coleção, para o outono de 2027, no início daquele ano.

Guerra afirmou que o trabalho já passou da fase de conceito para a de produto. A prioridade de curto prazo, segundo o grupo, não é crescimento imediato, mas qualidade de receita: mais vendas a preço cheio, fechamento de lojas não estratégicas e reestruturação organizacional.

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A aquisição amplia o portfólio do Prada Group e ajuda a explicar a diferença entre o crescimento total e o crescimento orgânico apresentado no balanço.

O desempenho por região

As Américas tiveram o melhor desempenho regional, com crescimento de 33% nas vendas de varejo a câmbio constante, ou 13% em termos orgânicos. Na Ásia-Pacífico, o avanço foi de 12% no indicador total e de 5% no orgânico. A Europa cresceu 5% no total, mas recuou 3% organicamente. O Japão avançou 5%, ou 2% em base orgânica.

O Oriente Médio permaneceu pressionado, com queda de 23%, apesar de sinais de melhora em relação aos trimestres anteriores.

O balanço desenha o próximo capítulo do grupo: consolidar a Versace sob nova direção criativa, sustentar o ritmo da Prada e devolver tração à Miu Miu depois de uma fase excepcional.

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Fonte: Prada Group — resultados dos nove primeiros meses de 2026, divulgados em 22/10/2026
Imagem: divulgação/Prada.
Revisado por Patricia Zanotti em 23/10/2026

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