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Casa-ateliê Tomie Ohtake encerra mostra dedicada a Zanine Caldas

Mobiliário, maquetes, desenhos e documentos mostram como arquitetura, madeira, ensino e consciência ambiental atravessaram a obra do criador baiano. A exposição “Zanine Caldas – Criação de mundos” entra em sua última semana na Casa-ateliê…

Mobiliário, maquetes, desenhos e documentos mostram como arquitetura, madeira, ensino e consciência ambiental atravessaram a obra do criador baiano.

A exposição “Zanine Caldas – Criação de mundos” entra em sua última semana na Casa-ateliê Tomie Ohtake, em São Paulo. Em cartaz até 7 de novembro de 2026, a mostra reúne mobiliário, maquetes, desenhos, projetos arquitetônicos, fotografias, filmes e documentos para percorrer diferentes momentos da trajetória de José Zanine Caldas, arquiteto autodidata, designer, maquetista e professor.

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Com curadoria de Sabrina Fontenele e assistência de Lahayda Mamani Poma, o percurso se organiza em quatro núcleos: Raiz, Tronco, Abrigo e Horizonte. A estrutura evita uma cronologia rígida e aproxima temas que reaparecem na produção do artista, como a experiência prática, o conhecimento dos materiais, a colaboração com trabalhadores do canteiro e a relação entre construção e ambiente.

“Raiz” acompanha a formação de Zanine a partir de Belmonte, na Bahia, e de seus encontros com nomes da arquitetura e do design modernos. “Tronco” concentra a pesquisa com madeira. Nos anos 1940, ele buscou reduzir o desperdício de chapas de compensado na fabricação de móveis. Décadas depois, passou a reutilizar materiais de casarões demolidos e grandes troncos descartados pela indústria madeireira. Os chamados móveis-denúncia transformavam resíduos em peças de presença escultórica e, ao mesmo tempo, chamavam atenção para a destruição das florestas.

Em “Abrigo”, maquetes, desenhos e fotografias revelam uma arquitetura guiada pelo terreno e pelos materiais disponíveis. Zanine aproximava projeto e obra, valorizando o saber de carpinteiros, artesãos e outros trabalhadores. “Horizonte” recupera sua atuação como educador e experiências na FAU-USP, na Universidade de Brasília e no Centro de Desenvolvimento das Aplicações das Madeiras do Brasil.

Ver esse conjunto na antiga residência de Tomie Ohtake acrescenta uma camada ao percurso. O espaço preserva a relação entre casa, ateliê e convivência, enquanto a obra de Zanine insiste que criar também é observar, testar e aprender com a matéria. No sábado de encerramento, 7 de novembro, haverá programação pública com oficina educativa às 11h e conversa às 15h. A entrada será gratuita mediante reserva; nos demais dias, o ingresso custa R$ 50, com meia a R$ 25.

Serviço

Casa-ateliê Tomie Ohtake, Rua Antônio de Macedo Soares, 1.800, Campo Belo, São Paulo. Até 7/11/2026. Quinta a domingo, 10h às 17h, com entrada até 16h. R$ 50; meia R$ 25. Em 7/11, entrada gratuita mediante reserva; oficina às 11h e conversa às 15h.

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Fonte: Instituto Tomie Ohtake
Imagem: Divulgação / Instituto Tomie Ohtake
Revisado por Patricia Zanotti em 30/10/2026

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