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Kering inaugura laboratório de resiliência hídrica na bacia do Arno

Projeto apresentado em Florença com a Conservation International e a Etifor abre uma rede prevista de dez laboratórios.

A Kering lançou em 2 de novembro, em Florença, seu primeiro laboratório de resiliência hídrica, dedicado à bacia do rio Arno. O projeto foi apresentado no Palazzo Medici Riccardi e reúne a Conservation International e a organização italiana Etifor. A região escolhida concentra atividades ligadas à cadeia de produção da moda de luxo e enfrenta pressões relacionadas à seca, às enchentes e à qualidade da água.

O Water Resilience Lab parte de uma escala territorial. Em lugar de olhar apenas para o consumo dentro de fábricas ou escritórios, a iniciativa considera o funcionamento da bacia hidrográfica que abastece comunidades, ecossistemas e atividades econômicas. Esse recorte importa na Toscana, onde diferentes fornecedores do setor compartilham recursos naturais e estão expostos aos mesmos eventos climáticos.

A primeira fase identifica seis áreas de intervenção. Entre elas estão Villa Petriolo, a região dos rios Ombrone e Bisenzio, Altopascio e o lago Sibolla, a área de Pisa e do rio Era, os rios Usciana e Pescia, além do vale do Chiana, próximo a Arezzo. As ações serão desenvolvidas com parceiros locais e combinam restauração de ambientes naturais e gestão mais cuidadosa da água. A empresa apresenta o laboratório do Arno como o primeiro de uma rede planejada de dez iniciativas.

O anúncio indica uma mudança de escala na agenda ambiental das grandes empresas de luxo. Os efeitos de períodos secos e chuvas intensas não se limitam a uma instalação industrial. Eles alcançam agricultores, municípios, oficinas, trabalhadores e fornecedores. Por isso, programas de adaptação ganham relevância quando conectam conhecimento técnico e decisões tomadas no território.

O lançamento em Florença estabelece o desenho inicial: trabalhar em uma bacia ligada à produção de luxo, com parceiros ambientais e uma lista concreta de locais prioritários. A execução passará pelas intervenções em campo e pela participação das comunidades e atividades econômicas que dividem os recursos da região. Os resultados poderão ser acompanhados à medida que o programa avançar.

Crédito: Arno Water Lab / Etifor

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Fonte: Kering
Revisado por Patricia Zanotti em 04/11/2026

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