Afluentes reúne fotografias, vídeos, mapas e uma linha do tempo dos 18 anos do fundo. A mostra fica na Climate House do Museu de História Natural da capital norueguesa.
O BNDES e a ApexBrasil, com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, inauguraram nesta terça-feira (3), em Oslo, a exposição Afluentes – Tributários: Os Caminhos e Histórias do Fundo Amazônia. É a primeira vez que a mostra vai à Noruega, maior doadora do fundo, com 9,42 bilhões de coroas norueguesas desde 2009, cerca de US$ 1,3 bilhão.
No dia 6, um evento reúne a ministra do Clima e Meio Ambiente da Noruega, Sigrun Aasland, representantes do MMA, do BNDES e da ApexBrasil e o embaixador do Brasil em Oslo, Rodrigo de Azeredo Santos.
O fundo em números
Criado em 2008 e gerido pelo BNDES, o Fundo Amazônia soma R$ 5,3 bilhões em doações. A Noruega responde por 72% desse total. Também contribuem Alemanha, Reino Unido, União Europeia, Estados Unidos, Suíça, Dinamarca, Irlanda, Japão e a Petrobras. São 160 projetos aprovados, que beneficiam mais de 650 organizações em 75% dos municípios da Amazônia Legal. Nos últimos três anos, foram aprovados mais recursos do que nos 14 anos anteriores.
“O Fundo Amazônia se consolidou como a maior e mais transparente iniciativa do mundo para redução de emissões por desmatamento e degradação florestal baseada em resultados”, disse Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.
O que a mostra apresenta
As fotografias são de Marcelo Curia, feitas nos nove estados da Amazônia Legal durante visitas a 18 projetos apoiados pelo fundo. As imagens aéreas são do cinegrafista Jorge Volkmer Jr. Os registros mostram indígenas, ribeirinhos, extrativistas, agricultores familiares, bombeiros e servidores públicos que trabalham na conservação da floresta.
Uma linha do tempo cruza, ano a ano, os valores aprovados, os países doadores e os índices de desmatamento. Um mapa localiza os projetos e os negócios que exportam produtos amazônicos com apoio da ApexBrasil, que também montou uma área de degustação.
Em Oslo, uma parede lembra a visita do rei Harald V à Terra Indígena Yanomami, em 2013. Há uma área para crianças, com jogo da memória e quiz, e, do lado de fora da Climate House, uma estrutura que reproduz uma palafita. O letreiro da exposição foi desenhado pelo abridor de letras Joeldem Conceição, de Vigia (PA), a partir das letras pintadas nos barcos dos rios amazônicos.
A mostra estreou na COP30, em Belém, e passou por Brasília e Londres. A partir de 9 de novembro, uma versão estará na COP31, em Antália, na Turquia. Em dezembro, segue para a sede do BNDES, no Rio de Janeiro.
Serviço: Afluentes – Tributaries: paths and stories of the Amazon Fund. De 3 a 8 de novembro de 2026, das 10h às 17h. Klimahuset, Museu de História Natural, Sars’ gate 1, Oslo.







