LUXO

A Cartier que virou Chanel: por trás da escolha de Marie-Laure Cérède

Chanel acaba de contratar a pessoa que passou os últimos vinte anos definindo o que significa joalheria de maison. Marie-Laure Cérède, que começou a carreira na Cartier em 2002, passou 14 anos na Harry…

Chanel acaba de contratar a pessoa que passou os últimos vinte anos definindo o que significa joalheria de maison. Marie-Laure Cérède, que começou a carreira na Cartier em 2002, passou 14 anos na Harry Winston e voltou à Cartier como diretora criativa de joalheria e relojoaria, foi nomeada diretora do estúdio de criação de joalheria da Chanel. Ela chega em outubro, reportando a Frédéric Grangié, presidente de relojoaria e alta joalheria da marca.

A vaga não é qualquer uma. Cérède sucede Patrice Leguéreau, que comandou o setor por 15 anos até morrer em novembro de 2024. É um posto que carrega quase duas décadas de identidade visual da Chanel em joias, da linha Coco Crush aos altos joalheria inspirados no boulevard parisiense.

Uma contratação que fala mais alto que qualquer coleção

O mercado de alta joalheria vive um momento em que trocar de comando é notícia de capa, não rodapé. A categoria já responde por perto de um bilhão de dólares em vendas anuais para a Chanel, segundo estimativas de analistas, e a maison decidiu ir buscar na concorrência direta a profissional que ajudou a moldar o language visual da Cartier contemporânea.

Faz sentido ler esse movimento como parte de uma disputa mais ampla. Cartier, Van Cleef, Bulgari e agora Chanel travam uma corrida silenciosa por talento de estúdio, porque joia virou o produto que menos sofre com a fadiga de preço que atinge bolsas e prêt-à-porter. Quando uma cliente entende que está comprando peça, não tendência, ela paga sem pestanejar.

O que muda a partir de outubro

Cérède vai comandar as equipes de Paris e Genebra, cuidando tanto da joalheria fina quanto da alta joalheria da casa. Não é uma reformulação de identidade, é uma sucessão de peso em um posto que definiu como o mundo todo enxerga joia de grife nos últimos quinze anos. Vale acompanhar as primeiras peças assinadas por ela, esperadas só para 2027, mas o simples anúncio já reposiciona a conversa sobre quem manda no desenho de luxo hoje.

Imagem: Divulgação Chanel / via The Impression

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