Veronica Leoni parte de seis peças fundamentais e aproxima a Calvin Klein do minimalismo americano em sua quarta coleção para a casa.
Veronica Leoni levou a Calvin Klein Collection ao Terminal Warehouse, em Nova York, para apresentar uma primavera 2027 construída pela remoção. Em vez de multiplicar temas, a diretora criativa escolheu seis fundamentos do guarda-roupa da casa: casaco, camisa, alfaiataria, calça, saia lápis e vestido de alças.
As proporções aparecem mais longas, estreitas ou marcadas na cintura. Ternos de três botões em algodão e lã leve conservam nitidez, mas são tratados com a facilidade de uma camiseta. Vestidos de alças e modelos de malha enviesada chegam ao comprimento de noite, enquanto ombros mais amplos criam espaço para sobreposições. O minimalismo, aqui, não significa ausência de desejo. Ele concentra a atenção na relação entre tecido, corte e corpo.
O cenário reforçou essa leitura com obras do artista Walter De Maria, selecionadas pelo curador Antwaun Sargent. A escolha conecta a coleção à tradição minimalista americana e ao princípio de retirar tudo o que não sustenta a obra. Leoni transforma essa disciplina em roupa e procura a mulher que existe dentro do desenho, não uma imagem abstrata de perfeição.
Em sua quarta temporada, a designer parece mais segura para trabalhar com um patrimônio que influenciou a maneira como o mundo entende sensualidade limpa. A Calvin Klein não precisa competir por excesso. Sua força está em fazer uma camisa, uma saia ou um vestido parecer inevitável. Quando o corte é exato e a proporção encontra o corpo, pouco se torna suficiente.
Essa escolha pede um olhar mais demorado. À primeira vista, algumas peças parecem conhecidas. É no movimento, na distância entre a roupa e a pele e na precisão de uma costura que a coleção revela seu trabalho. Para uma casa que ajudou a definir a imagem do minimalismo, a renovação passa menos por inventar novos símbolos e mais por voltar a dar importância ao que já estava ali.







