VIAGEM

Japão lidera ranking dos destinos mais vantajosos para brasileiros nas férias de julho

Estudo revela que a valorização do real tornou destinos como Japão, Reino Unido, Europa e Estados Unidos mais acessíveis para brasileiros no segundo semestre.

Os brasileiros que planejam viajar ao exterior encontram um cenário mais favorável em diversos destinos internacionais. Um levantamento do Ebury Bank, instituição especializada em câmbio e pagamentos internacionais, mostra que a valorização do real frente a importantes moedas globais aumentou o poder de compra dos viajantes em alguns dos destinos mais procurados do mundo.

O principal destaque é o Japão, que lidera o ranking de países mais vantajosos para os turistas brasileiros no segundo semestre de 2026.

Japão oferece o maior ganho de poder de compra

Segundo o estudo, o iene acumulou desvalorização de 18,2% frente ao real nos últimos 12 meses, enquanto a inflação japonesa permaneceu em apenas 1,4%. Na prática, isso significa que o brasileiro consegue comprar cerca de 20,5% mais produtos e serviços no país do que conseguia há um ano.

Na sequência aparecem o Reino Unido, com ganho de 6,8% no poder de compra, os países da Zona do Euro, com 4,8%, e os Estados Unidos, onde o orçamento dos turistas brasileiros rende aproximadamente 4,4% mais.

A China também figura entre os destinos beneficiados pela combinação entre câmbio e inflação controlada, registrando aumento de 1% no poder de compra dos visitantes brasileiros.

Japão lidera ranking dos destinos mais vantajosos para brasileiros nas férias de julho

Segundo Diego Barnuevo, analista de mercado do Ebury Bank, a valorização do real tem compensado a inflação em diversos mercados, tornando despesas com hospedagem, alimentação, transporte e lazer relativamente mais acessíveis.

América do Sul perde vantagem

O levantamento aponta que alguns destinos tradicionalmente procurados por brasileiros deixaram de ser tão vantajosos quanto em anos anteriores.

No Chile e no Peru, a inflação praticamente anulou os benefícios do câmbio, resultando em pequenas perdas de poder de compra para os turistas brasileiros.

A Argentina, apesar da forte valorização do real frente ao peso, continua enfrentando inflação elevada, reduzindo parte da vantagem cambial. Já o México apresentou o pior desempenho entre os países analisados, registrando queda de 5% no poder de compra dos brasileiros.

De acordo com o Ebury Bank, avaliar apenas a cotação da moeda pode levar a conclusões equivocadas. A inflação local também influencia diretamente os custos de hospedagem, restaurantes, transporte e atrações turísticas, tornando o ganho real de poder de compra um indicador mais preciso para o planejamento financeiro das viagens.

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