Uma criança dificilmente precisa de uma roupa para comunicar status.
Os adultos ao redor dela talvez pensem diferente.
É isso que torna a disputa entre luxo ostensivo e luxo silencioso particularmente interessante no universo infantil.
Gucci, Dior, Fendi e Burberry possuem códigos gráficos capazes de tornar uma peça reconhecível imediatamente.
Loro Piana e Brunello Cucinelli podem seguir outro caminho. Materiais, acabamento e construção assumem papel maior do que a identificação instantânea da marca.
Nenhuma dessas linguagens é inerentemente superior.
Elas apenas revelam intenções diferentes.
Uma comunica pertencimento. Outra aposta no conhecimento de quem reconhece a qualidade sem precisar identificá-la.
Talvez a pergunta seja outra.
Se retirarmos o logo, a peça continua interessante?
Quando a resposta é sim, provavelmente existe design ali.







