Durante décadas, all-inclusive esteve associado a turismo de escala, grandes buffets e uma lógica profundamente orientada a preço.
O Sani/Ikos Group vem construindo outra leitura.
O grupo planeja investir mais de €1 bilhão em sua expansão pelo Mediterrâneo até 2029, com novos projetos na Grécia, Espanha e Portugal. A capacidade prevista supera 5.600 quartos, suítes e villas.
Entre os projetos está Ikos Kassandra, na região de Halkidiki, que sozinho representa investimento superior a €400 milhões.
A escala dos números deixa claro que o all-inclusive deixou de ser apenas uma fórmula comercial de férias familiares.
No topo do mercado, o formato pode funcionar como promessa de conveniência.
O hóspede paga para não precisar pensar a cada refeição, atividade ou experiência se haverá uma nova cobrança. Quando gastronomia, serviço, design e localização acompanham essa proposta, a previsibilidade deixa de significar economia e passa a significar liberdade.
Isso ajuda a explicar por que capital institucional também passou a prestar atenção.
A hotelaria de luxo sempre vendeu serviço. O all-inclusive sofisticado apenas radicaliza essa ideia ao transformar menos decisões durante a viagem em parte do produto.
O luxo, nesse caso, não está em pagar por cada coisa. Está em não precisar pensar nisso o tempo inteiro.







