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Art Basel e UBS revelam o peso da geração Z entre colecionadores

Estudo com 3.100 colecionadores de alta renda em dez mercados mostra mudanças nos gastos, sem representar todos os jovens compradores. Colecionadores da geração Z registraram o maior gasto médio em belas-artes entre as faixas…

Estudo com 3.100 colecionadores de alta renda em dez mercados mostra mudanças nos gastos, sem representar todos os jovens compradores.

Colecionadores da geração Z registraram o maior gasto médio em belas-artes entre as faixas etárias ouvidas pelo estudo Art Basel and UBS Survey of Global Collecting 2026. A pesquisa, produzida por Clare McAndrew, da Arts Economics, reúne respostas de 3.100 pessoas de alta renda ativas no mercado de arte em dez países ou mercados. O resultado diz respeito a essa amostra específica, não ao comportamento de toda a geração Z. Essa ressalva é indispensável para entender o alcance dos números.

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Segundo o levantamento, o gasto médio com belas-artes entre os participantes chegou a US$ 124.265 em 2025, alta de 13% em relação a 2024. Entre os respondentes da geração Z, a média foi de US$ 347.460, mais que o dobro da registrada pelas gerações mais velhas incluídas na comparação. A pesquisa considera gastos de 2025 e do primeiro semestre de 2026, conforme cada análise.

A cifra chama atenção, mas o comportamento de compra oferece uma leitura mais rica do que uma disputa entre idades. Negociantes continuam centrais: responderam por 27% do valor gasto diretamente e por 42% quando as compras em feiras são incluídas. Ao mesmo tempo, 69% dos entrevistados relataram aquisição direta de artistas, movimento que inclui visitas a ateliês, encomendas e compras iniciadas por plataformas digitais. Os canais coexistem. O comprador pode usar tecnologia para pesquisar e ainda preferir conversar pessoalmente antes de fechar uma obra.

O estudo também observa o crescimento do uso de inteligência artificial na busca por informações e na descoberta de obras. Isso não significa que algoritmos tenham substituído galeristas, curadores ou relações de confiança. Pinturas permanecem uma porta de entrada frequente para coleções, e a família segue como influência importante na formação do interesse por arte. A mudança está na combinação de repertórios: novas ferramentas entram em um mercado que ainda depende de origem, autenticidade, conservação e encontro com a obra.

Para galerias e feiras, os números sugerem a necessidade de falar com compradores jovens sem tratá-los como um público homogêneo ou necessariamente digital. O nível de renda da amostra explica parte da capacidade de compra observada. A geração Z descrita no relatório não é a mesma de levantamentos populacionais amplos, e comparar seus gastos com os de todos os jovens produziria uma conclusão falsa.

A pesquisa é valiosa justamente quando seus limites permanecem visíveis. Ela oferece um retrato de pessoas que já participam do mercado e permite acompanhar como destinam recursos, descobrem artistas e escolhem canais. Não prevê o futuro das vendas nem garante que um comportamento registrado em 2025 continuará igual nos próximos anos. Mostra, porém, que o colecionador jovem de alta renda já ocupa uma posição econômica expressiva e exige atenção cuidadosa de quem organiza, apresenta e vende arte.

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Imagem: O levantamento é assinado por Clare McAndrew, da Arts Economics. Foto: divulgação/Art Basel
Revisado por Patricia Zanotti em 12/10/2026

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