Primavera-Verão 2027 da marca gaúcha usa fibras TENCEL™ Modal fiadas pela Textil Carmem e foi fotografada no Alentejo.
Tricô de verão parece contradição até alguém resolver o problema da fibra. É esse o ponto de partida da Évora, coleção Primavera-Verão 2027 da Anselmi, desenvolvida com a fiação Textil Carmem a partir de fibras TENCEL™ Modal com tecnologia Micro, derivadas de madeira de fontes certificadas ou controladas. O resultado é uma malha de toque macio e caimento leve, pensada para o calor.
Fotografada em Portugal, a coleção parte da paisagem e da luz do Alentejo. A pesquisa de pontos conduz o desenvolvimento: vazados que deixam o ar passar, canelados delicados que marcam a silhueta e relevos inéditos que reinterpretam técnicas artesanais em chave contemporânea.
“Acreditamos que a evolução da moda só faz sentido quando está alinhada à responsabilidade ambiental e social. A parceria com TENCEL™ e Textil Carmem traduz esse propósito, permitindo desenvolver coleções que combinam excelência têxtil, tecnologia e escolhas mais conscientes”, afirma Sandra Anselmi, diretora criativa da marca.
As peças
Os coordenados são os protagonistas da temporada, com contraste entre texturas e elementos gráficos. As saias aparecem em três versões: barra assimétrica, modelagem clássica canelada e reta alongada. Vestidos midi e longos envolvem o corpo com leveza.
A polo ganha leitura refinada, com acabamento em debrum na gola e uma versão canelada de modelagem ampla. O cardigã texturizado e as regatas em tricô resolvem ocasiões diferentes com discrição, enquanto a blusa de recorte geométrico dá uma estética mais arquitetônica ao look. A calça com punhos na barra fecha as produções.
A cartela equilibra delicadeza e profundidade. Rosa-pó, violeta e azul-gelo iluminam as peças em pontos sutis de cor; preto, marrom e off-white constroem os contrastes.
A fibra e a fiação
As fibras TENCEL™ são produzidas com pelo menos 50% menos emissões de carbono e consumo de água, além de serem biodegradáveis e compostáveis. “Cada peça carrega uma jornada que começa na escolha da fibra e percorre todo o processo de desenvolvimento do produto, considerando o impacto de cada etapa”, diz Juliana Jabour, gerente de desenvolvimento de negócios têxteis do Grupo Lenzing na América do Sul.
A participação da Textil Carmem foi o que transformou o conceito em matéria-prima. Fundada em 1988, em Itapira, no interior paulista, a fiação está na terceira geração da mesma família e produz mais de 3.500 toneladas de fios por ano para malharia e tecelagem.
“Évora traduz exatamente o que acreditamos. Grandes produtos são construídos por meio de grandes parcerias”, destaca Maria Eduarda Martins, do marketing da Textil Carmem.
Uma malharia com tinturaria própria
Fundada há mais de 40 anos, a Anselmi é uma das principais referências em tricô premium na América Latina. É liderada por Maria de Lourdes Anselmi ao lado dos três filhos e mantém produção 100% nacional, com parque fabril próprio de 14 mil metros quadrados no Rio Grande do Sul. A empresa controla todas as etapas, do design à fiação e à costura, e foi uma das primeiras malharias brasileiras a ter tinturaria própria.
É esse controle de cadeia que sustenta uma coleção como a Évora. Falar em fibra de menor impacto só tem peso quando a marca sabe exatamente o que acontece entre o fio e a peça pronta.







