Com a IAra, a INSIDER transforma o WhatsApp em uma loja conversacional e gera R$ 400 mil em receita entre março e junho.
O WhatsApp já faz parte da rotina de compra dos brasileiros. O que ainda muda de empresa para empresa é o papel que o canal ocupa.
Segundo o Chat Commerce Report 2026, da OmniChat, cerca de 22 milhões de brasileiros já compraram diretamente de marcas pelo aplicativo. Apesar desse volume, boa parte das empresas ainda utiliza a ferramenta principalmente para atendimento e suporte.
A INSIDER decidiu avançar um passo.
Entre março e junho, a marca brasileira de moda tecnológica registrou mais de 1.600 pedidos e R$ 400 mil em receita por meio da IAra, sua operação de vendas conversacionais no WhatsApp.
O resultado foi alcançado com apenas um ponto de entrada ativo, localizado nas páginas de produto do site.
Quando a conversa vira loja
A IAra conduz o cliente da descoberta do produto ao pagamento sem que ele precise deixar a conversa.
O canal converte quase 20% dos atendimentos em vendas, índice superior a três vezes a conversão registrada no site da marca no mesmo período. O tempo médio entre o início da conversa e a conclusão da compra é de 11 minutos.
A satisfação acompanha o desempenho comercial. Nas primeiras semanas de operação, a nota de esforço do consumidor chegou a 4,2 em uma escala de 5 pontos.
A tecnologia foi desenvolvida internamente e reúne orquestração das conversas, recomendação de produtos e integração direta com os meios de pagamento.
“Construímos essa tecnologia do zero porque não queríamos depender de plataforma terceira para controlar o que acontece dentro da conversa. Cada etapa, da recomendação ao pagamento, foi desenvolvida internamente para que a experiência seja consistente e a operação, escalável sem perda de qualidade”, afirma Catarina Moraes, gerente de Produto de Inteligência Artificial da INSIDER.
Crescer sem ampliar o time no mesmo ritmo
A operação também alterou a equação de crescimento da marca.
O volume de interações absorvido pela IAra exigiria a contratação de seis profissionais de atendimento em um modelo tradicional. Com a automação, a empresa conseguiu ampliar sua capacidade sem expandir a equipe na mesma proporção.
Considerando apenas o custo da inteligência artificial utilizada na operação, a INSIDER calcula um retorno de aproximadamente 200 vezes sobre o investimento em tecnologia.
“O WhatsApp deixou de ser canal de relacionamento e virou a loja mais lucrativa que a INSIDER já operou. Se o varejo brasileiro ainda trata esse canal como atendimento, está deixando dinheiro na mesa”, afirma Yuri Gricheno, CEO e cofundador da marca.
A declaração resume uma mudança importante no varejo digital.
Durante anos, o e-commerce foi organizado em torno da navegação. O consumidor entrava no site, procurava uma categoria, comparava produtos e seguia para o checkout.
No comércio conversacional, o ponto de partida é outro. O cliente diz o que procura, tira dúvidas e recebe uma recomendação dentro do mesmo ambiente em que já conversa diariamente.
O movimento ajuda a explicar por que o WhatsApp pode se tornar uma das principais plataformas de venda do varejo brasileiro.
A inovação não está apenas em automatizar o atendimento. Está em reduzir a distância entre dúvida, recomendação e pagamento.







