MODA

Moncler e Hermès lideram nova corrida por lojas de luxo em Nova York

Grifes voltam a tratar o endereço físico como palco, mídia e experiência. Nova York vive uma nova onda de investimentos no varejo de luxo. Moncler, Hermès, Acne Studios, Victoria Beckham, Magda Butrym e Amiri…

Grifes voltam a tratar o endereço físico como palco, mídia e experiência.

Nova York vive uma nova onda de investimentos no varejo de luxo. Moncler, Hermès, Acne Studios, Victoria Beckham, Magda Butrym e Amiri estão entre as marcas que inauguram ou ativam espaços na cidade durante a semana de moda. O movimento se espalha por endereços estratégicos da Quinta Avenida, Madison Avenue, SoHo e West Village, mostrando que a loja física voltou a ocupar uma posição central na construção de marca.

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Em abril, a consultoria imobiliária Savills colocou Nova York no topo das cidades para aberturas de luxo pela primeira vez desde 2019. A classificação ajuda a dimensionar uma retomada que já pode ser percebida nas ruas. Depois de um período dominado pela discussão sobre comércio eletrônico e transformação digital, as grifes voltam a apostar em projetos arquitetônicos de grande escala, localizações disputadas e experiências presenciais mais completas.

A Moncler escolheu a Quinta Avenida para sua maior flagship global. A Hermès integra o grupo de maisons que reforçam presença física na cidade, enquanto a Acne Studios prepara um novo espaço no West Village. Victoria Beckham abre em SoHo sua primeira loja fora de Londres, criada em colaboração com o artista Alexander May e o designer Ole Lund. Cada projeto possui uma linguagem própria, mas todos partem da mesma convicção: o endereço voltou a ser uma ferramenta estratégica.

A loja contemporânea não serve apenas para organizar produtos em prateleiras. Ela precisa apresentar repertório, criar vínculo, oferecer serviço e transformar a visita em uma lembrança capaz de continuar depois da compra. Num ambiente em que campanhas, imagens e lançamentos circulam rapidamente pelas telas, a experiência física oferece tempo, escala, textura e contato humano. Também permite que a marca controle com mais precisão a maneira como seu universo é percebido.

Isso explica por que os investimentos mais ambiciosos se concentram em espaços capazes de funcionar como destino. Uma boa loja pode receber eventos, apresentar coleções, atender clientes privados e produzir conteúdo. Pode ainda fortalecer a relação com o bairro e ocupar um lugar permanente no roteiro cultural e comercial da cidade. O metro quadrado deixa de ser avaliado apenas pela venda imediata e passa a carregar funções de comunicação e relacionamento.

O movimento não significa abandono do digital. Ao contrário, mostra uma integração mais madura entre canais. O consumidor pode descobrir um produto online, conhecer a história pelas redes e concluir a experiência numa loja que materializa tudo aquilo. Em Nova York, o luxo parece ter redescoberto que presença física, quando existe propósito, não é um resquício do passado. É uma forma poderosa de construir desejo, confiança e relevância de longo prazo.

Fonte: Wallpaper

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