CARROS

Porsche vende participações na Bugatti Rimac para focar no negócio principal

Operação com consórcio liderado pela HOF Capital ainda depende das aprovações regulatórias. A Porsche assinou o acordo para vender integralmente suas participações na Bugatti Rimac e no Rimac Group a um consórcio internacional liderado…

Operação com consórcio liderado pela HOF Capital ainda depende das aprovações regulatórias.

A Porsche assinou o acordo para vender integralmente suas participações na Bugatti Rimac e no Rimac Group a um consórcio internacional liderado pela HOF Capital. A operação envolve a fatia de 45% que a montadora mantém na joint venture criada em 2021 para abrigar a Bugatti e os 20,6% que possui no Rimac Group. O fechamento ainda depende das condições habituais e das autorizações dos órgãos reguladores competentes, com expectativa de conclusão ao longo de 2026. Os valores financeiros não foram divulgados.

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A estrutura atual nasceu quando Porsche e Rimac reuniram forças para construir um novo futuro para a Bugatti. Naquele momento, o grupo croata assumiu 55% da empresa conjunta, enquanto a Porsche permaneceu como acionista minoritária. A parceria combinou uma das marcas mais exclusivas da história do automóvel com a experiência da Rimac em engenharia elétrica, baterias e veículos de alto desempenho. Também ajudou a transformar a Rimac Technology em uma fornecedora reconhecida pela indústria.

Com a conclusão da venda, o Rimac Group deverá assumir o controle da Bugatti Rimac e iniciar uma parceria estratégica com HOF Capital e BlueFive Capital. O consórcio reúne ainda investidores institucionais dos Estados Unidos e da Europa. A HOF Capital deverá se tornar uma das principais acionistas do Rimac Group ao lado de Mate Rimac, fundador da companhia e CEO da Bugatti Rimac. A nova composição pretende oferecer recursos para a próxima etapa de crescimento sem afastar a empresa de sua combinação entre tecnologia, desempenho e produção altamente especializada.

Para a Porsche, a decisão é parte de um movimento de concentração. A montadora afirma que pretende direcionar recursos e atenção ao próprio negócio, num período em que a indústria exige investimentos elevados em eletrificação, software e renovação de portfólio. Em vez de ampliar indefinidamente sua presença em ativos externos, a empresa escolhe reduzir a complexidade e reforçar suas prioridades internas.

A transação também encerra um capítulo importante da aproximação entre grandes fabricantes tradicionais e novas empresas de tecnologia automotiva. A Porsche teve papel relevante na formação da estrutura atual, mas entende que chegou o momento de transferir sua participação. Para a Bugatti Rimac, a mudança não representa apenas uma troca de acionistas. Ela abre uma fase em que será necessário preservar a raridade e o legado da Bugatti, acelerar inovação e demonstrar que crescimento disciplinado ainda é possível no ponto mais exclusivo do mercado de supercarros.

Fonte: Porsche Newsroom

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