Uma consumidora vê uma bolsa no perfil de uma creator. Horas depois, pesquisa o modelo no Google. Mais tarde, clica em outro conteúdo no Instagram e finaliza a compra.
Quem fez aquela venda?
A pergunta parece técnica, mas está se tornando uma das disputas mais importantes da creator economy.
À medida que marcas transferem mais investimento para affiliate marketing e performance, plataformas precisam decidir qual contato merece receber crédito e comissão.
Modelos tradicionais de atribuição costumam privilegiar o último clique. O problema é que a jornada de compra raramente é tão simples. Descoberta, consideração e conversão podem acontecer em momentos, canais e perfis diferentes.
Plataformas como ShopMy e LTK cresceram justamente porque tornaram mais fácil ligar recomendação, conteúdo e venda. Agora, quanto mais relevante esse mercado se torna, mais importante fica definir quem realmente influenciou a decisão.
A resposta mexe com o bolso de todos: marcas, creators, plataformas e agências.
Também muda a forma como influência é avaliada. Alcance pode gerar descoberta sem conversão direta. Um perfil menor pode aparecer no fim da jornada e levar todo o crédito.
A próxima disputa do marketing talvez não seja apenas descobrir quem tem influência. Será decidir quanto vale cada etapa dela.







