MODA

Quando a loja começa a funcionar como veículo cultural

Nova Lang em Los Angeles reúne moda, design, arte e criadores asiáticos em um espaço pensado para oferecer mais do que compras. Se quase tudo pode ser comprado pela internet, para que serve uma…

Nova Lang em Los Angeles reúne moda, design, arte e criadores asiáticos em um espaço pensado para oferecer mais do que compras.

Se quase tudo pode ser comprado pela internet, para que serve uma loja?

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A Lang acaba de apresentar sua resposta em Los Angeles.

Instalada no complexo ROW DTLA, a boutique reúne marcas independentes fundadas por criativos asiáticos e combina varejo, galeria, design e programação cultural.

O espaço foi projetado por Paul Chan e utiliza elementos como lanternas de papel, mobiliário sob medida e referências que atravessam repertórios asiáticos e norte-americanos.

Além das roupas e objetos à venda, a Lang foi concebida para receber exposições, performances e encontros.

Comprar deixou de ser suficiente

Durante anos, o varejo físico tentou competir com o digital oferecendo conveniência.

Era uma disputa difícil de vencer.

A internet quase sempre será mais rápida para encontrar tamanho, comparar preço ou localizar determinado produto.

Por isso, as lojas mais interessantes começam a competir em outro território.

Descoberta.

Uma boutique pode apresentar um designer desconhecido. Uma livraria pode produzir conversa. Uma loja pode funcionar como galeria, palco ou lugar de encontro.

A Lang faz parte dessa transformação.

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O produto continua importante, mas deixa de ser a única razão para entrar.

Para marcas e varejistas, isso muda também a maneira de medir o valor de um endereço físico.

A loja não precisa apenas vender.

Pode produzir cultura em torno daquilo que vende.

E talvez seja justamente isso que a internet tenha tornado mais valioso.

Crédito: Ye Rin Mok / divulgação Lang.

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