A London Fashion Week terminou mais forte do que começou, e não apenas por causa das roupas.
A McQueen retornou à cidade e já indicou que pretende continuar desfilando ali. Christopher Kane estreou na Mulberry recuperando códigos históricos da casa. E a Burberry encerrou o calendário justamente no ano em que completa 170 anos.
Sob a direção de Daniel Lee, trench coats, check, alfaiataria e referências britânicas apareceram em construções mais leves e menos formais.
Três marcas, três movimentos diferentes e uma ideia em comum: Londres não tentou fugir da própria identidade nesta temporada. Resolveu reexaminá-la.
Isso importa porque uma semana de moda também depende de sua capacidade de concentrar atenção, compradores, imprensa e grandes histórias. A permanência da McQueen devolve peso ao calendário. Mulberry e Burberry mostram como o arquivo pode voltar a produzir novidade.
Talvez tradição não seja olhar para trás.
Seja reconhecer o que apenas aquela marca pode fazer e encontrar uma nova forma de torná-lo desejável.
Londres voltou ou apenas se lembrou de quem é?







