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VEHR: como Mariana Sgarbi e Thaís Kagan criaram uma marca de acessórios autorais

Fundada em São Paulo em 2019, a marca aproxima formas escultóricas, moda e arquitetura, com direção criativa de Mariana Sgarbi.

A VEHR nasceu de uma amizade e de experiências profissionais complementares. Em 2019, Mariana Sgarbi e Thaís Kagan decidiram criar em São Paulo uma marca de acessórios com linguagem própria. O projeto partiu da percepção de que havia espaço para peças mais elaboradas, com desenho e acabamento capazes de dialogar com moda, arte e objetos de design.

Mariana, que já atuava no universo dos acessórios, assumiu a direção criativa. Thaís, também apresentada em entrevistas como Thaís Kah, ficou à frente de aspectos da gestão e do negócio. A combinação de repertórios ajudou a estruturar uma empresa que, desde os primeiros meses, operou pelo comércio digital e por um espaço físico em São Paulo.

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Colar de elos da VEHR com pingentes dourados
Colar de elos da VEHR com pingentes dourados. Foto: Divulgação.

Acessórios com caráter escultórico

A linguagem da VEHR explora superfícies metálicas, assimetrias e volumes orgânicos. Em brincos, colares, braceletes e anéis, as formas frequentemente dispensam símbolos figurativos e trabalham a relação entre vazio, textura e proporção.

A marca utiliza materiais como latão, cobre, prata, ouro e pedras naturais, de acordo com as coleções. O posicionamento está ligado ao design autoral de acessórios.

Em entrevista de 2024, as fundadoras explicaram que algumas peças continuavam disponíveis desde o início da empresa. A ideia de um repertório acumulativo, no qual coleções novas não substituem automaticamente as anteriores, ajuda a compreender a relação da VEHR com as tendências de temporada.

A arquitetura entra na coleção

Em 2026, a marca apresentou uma colaboração com o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM São Paulo). A proposta levou para acessórios referências ao prédio do MAM, no Parque Ibirapuera: curvas, retas, superfícies e volumes da arquitetura foram reinterpretados em pequenas peças de uso cotidiano.

A coleção também apresentou a combinação de acabamentos dourados e prateados em um mesmo acessório, com tratamento fosco. Os lançamentos chegaram às lojas em 5 de novembro, segundo o museu e a marca.

A parceria com o MAM reforçou um interesse que atravessa a VEHR desde a fundação: aproximar o acessório de outras expressões do design. A peça metálica participa, junto ao corpo e ao vestir, de uma composição estética mais ampla.

A trajetória de Mariana Sgarbi e Thaís Kagan mostra como uma parceria entre criação e gestão pode sustentar uma linguagem reconhecível. Em poucos anos, a VEHR construiu um repertório ligado a formas, materiais e colaborações culturais, sem depender exclusivamente da novidade de cada temporada.

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Fonte: VEHR; MAM São Paulo

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