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Carla Amorim: a joalheira que encontrou em Brasília sua linguagem criativa

Criadora de joias desde o início dos anos 1990, Carla construiu uma marca inspirada pela arquitetura de Oscar Niemeyer, pela natureza e pela espiritualidade.

Carla Amorim começou a desenhar joias para si e para pessoas próximas. Nascida em Brasília, interessava-se por acessórios desde jovem e decidiu experimentar formas que não encontrava no mercado. O trabalho, inicialmente pessoal, ganhou proporção profissional em 1992, ano indicado pela própria marca como ponto de partida de sua trajetória.

A cidade em que cresceu tornou-se uma das principais referências de sua criação. Brasília oferece um repertório de curvas, linhas e espaços abertos marcado pelas obras de Oscar Niemeyer. Carla passou a reinterpretar esses elementos em brincos, colares, anéis e pulseiras, construindo uma linguagem associada à arquitetura moderna brasileira.

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Anéis e pulseiras de Carla Amorim em ouro e diamantes
Anéis e pulseiras de Carla Amorim em ouro e diamantes. Foto: Divulgação.

Três referências que atravessam a carreira

Na apresentação institucional da marca, Carla identifica natureza, arquitetura e religiosidade como bases de seu processo criativo. As formas das flores, folhas e cursos d’água aparecem ao lado de composições inspiradas nas estruturas de Brasília. A espiritualidade orienta coleções ligadas à devoção, a afetos e à ideia de memória.

O repertório de materiais inclui ouro 18 quilates, diamantes, esmeraldas, safiras, turmalinas, tanzanitas e pérolas. A variedade permite construir peças discretas ou composições de maior presença, sem romper o vocabulário de linhas e volumes que se tornou reconhecível na marca.

Ao longo dos anos, Carla ampliou os canais comerciais e desenvolveu coleções que relacionam símbolos religiosos, arquitetura e elementos naturais. A marca passou a ocupar um espaço próprio na joalheria brasileira, com uma produção que procura preservar a identificação entre criadora e desenho.

O significado dos materiais

A relação com a religiosidade apareceu de maneira particular na coleção Sagrado 2026. Um dos destaques foi uma nova versão do Colar Água Benta, confeccionada com madeira revitalizada da Amazônia em parceria com a Fundação Almerinda Malaquias, segundo a marca. A peça aproximou uma referência de devoção do trabalho de artesãos de Novo Airão, no Amazonas.

A marca também desenvolve o programa Alquimia, iniciativa em que consumidores podem utilizar o valor do ouro de joias em desuso como crédito para novas peças. A prática acrescenta outra dimensão à relação entre objeto e permanência.

A história de Carla Amorim é inseparável de Brasília. A arquitetura que acompanhou sua infância permanece em suas linhas; a natureza e a espiritualidade completam uma identidade construída ao longo de décadas. A marca cresceu, mas as primeiras referências continuam presentes em seus desenhos.

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Fonte: Carla Amorim

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