Em encontro no Rio, a rede apontou Belo Horizonte e Curitiba entre as cidades que ampliam a demanda por roteiros sob medida.
A Virtuoso observa uma ampliação da procura por viagens de luxo para além de São Paulo e do Rio de Janeiro. Durante o Virtuoso On Tour realizado no Rio em outubro, Angeles Yudgar, gerente geral da rede para a América Latina e o Caribe, citou Belo Horizonte e Curitiba como mercados que ganharam relevância. As declarações foram publicadas pelo portal PANROTAS em 29 de outubro.
O movimento acompanha a formação de novos grupos de consumidores com patrimônio ligado a atividades como agronegócio, energia, tecnologia e empreendedorismo. Para as agências, a mudança altera o mapa de relacionamento com clientes: quem procura uma viagem planejada com atenção individual pode estar em cidades que, durante muito tempo, ficaram fora do circuito mais visível do turismo de luxo.
Yudgar descreveu também uma mudança no comportamento desse público. O viajante chega à conversa com referências pesquisadas por conta própria, compara destinos e conhece parte da oferta digital. A consultoria continua relevante quando precisa transformar esse repertório disperso em um roteiro executável, com escolhas coerentes de hospedagem, deslocamento e experiências. A informação abundante não elimina o valor de alguém que conhece o destino e responde pelo planejamento.
As viagens em família aparecem nesse quadro com um desenho diferente. Segundo a executiva, grupos de várias gerações seguem importantes na América Latina, mas começam a combinar o encontro familiar com atividades de aventura e natureza. Cruzeiros de expedição, safáris, trilhas e hospedagens ao ar livre entram na mesma conversa que hotéis e serviços tradicionais. O desafio está em construir uma programação capaz de atender idades e expectativas distintas sem reduzir a viagem a um roteiro genérico.
O encontro da Virtuoso no Rio reuniu profissionais de agências e fornecedores do segmento. A rede informou à PANROTAS que possui 34 agências membros no Brasil e uma base internacional de parceiros que inclui hotéis, companhias de cruzeiros, operadoras e destinos. Esses números ajudam a dimensionar uma atividade que depende tanto da distribuição quanto do conhecimento específico de cada lugar.
Para o Brasil, há duas frentes possíveis. Uma é a ampliação do mercado de viagens internacionais entre consumidores que vivem fora dos centros habituais. A outra é a atração de visitantes estrangeiros interessados em natureza, cultura e gastronomia brasileiras. Na leitura apresentada por Yudgar, o país pode crescer como origem e como destino. A geografia do luxo passa, portanto, a incluir novas cidades de partida e uma variedade maior de experiências para quem chega.







