GASTRONOMIA

Flávia Pires elege cinco restaurantes para viver Paris à mesa

Flávia Pires abre uma série dedicada aos endereços afetivos de Paris com cinco restaurantes que ajudam a compreender a cidade pela mesa. O roteiro combina casas históricas, ambientes discretos e alta gastronomia, sem transformar…

Flávia Pires abre uma série dedicada aos endereços afetivos de Paris com cinco restaurantes que ajudam a compreender a cidade pela mesa. O roteiro combina casas históricas, ambientes discretos e alta gastronomia, sem transformar a escolha em uma lista baseada apenas em prestígio.

Le Récamier aparece pelos soufflés e pela atmosfera acolhedora da Rive Gauche. Chez L’Ami Louis preserva desde 1924 uma cozinha generosa, conhecida pelo frango assado, pelas batatas fritas e pelo foie gras.

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Le Voltaire ocupa um antigo apartamento às margens do Sena e oferece uma experiência mais intimista. O ambiente elegante, quase cinematográfico, é parte tão importante da visita quanto a cozinha francesa.

La Fontaine de Mars mantém o espírito de bistrô no 7º arrondissement, perto da Torre Eiffel, com pratos ligados ao sudoeste francês. L’Ambroisie encerra o percurso na Place des Vosges, onde Shintaro Awa conduz a tradição construída por Bernard Pacaud.

Há uma qualidade pessoal nesse roteiro que nenhuma lista automática consegue reproduzir. A escolha de um restaurante envolve serviço, ambiente, ocasião e lembranças. Um endereço pode ser tecnicamente impecável e ainda assim não conquistar intimidade. Outro permanece no repertório de alguém porque oferece um modo particular de receber.

As indicações ajudam a organizar momentos diferentes. Le Récamier combina com um almoço sem pressa na Rive Gauche. La Fontaine de Mars pode acompanhar um passeio pelo bairro. L’Ambroisie pede planejamento e uma ocasião especial.

Uma boa mesa muda a maneira como lembramos de uma cidade. O prato importa, mas também entram nessa memória a luz do salão, o caminho percorrido até o endereço, a conversa e a forma como o serviço interpreta o tempo do cliente.

Paris não aparece como uma única ideia de luxo. Surge na precisão de uma grande cozinha, na permanência de um clássico e na memória formada ao redor de uma mesa.

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