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Coperni SAS encerra operações após disputa com a Tomorrow

Arnaud Vaillant e Sébastien Meyer comunicaram a decisão em 4 de novembro; o futuro da marca ainda não foi anunciado.

Arnaud Vaillant e Sébastien Meyer anunciaram em 4 de novembro o encerramento das atividades da Coperni SAS, empresa francesa responsável pela operação da marca de moda que fundaram. A decisão veio após meses de impasse com a Tomorrow Ltd., sócia e distribuidora da grife. No comunicado, os criadores afirmaram que as tentativas de encontrar uma solução não tiveram resultado.

O anúncio encerra uma fase de incerteza que já havia chegado ao calendário da moda. Em fevereiro, a Coperni retirou seu desfile de outono de 2026 da programação da Semana de Moda de Paris, enquanto seus fundadores buscavam recuperar o controle da empresa. Em junho, a operação francesa entrou em um procedimento de recuperação judicial, concebido para manter a atividade durante as negociações.

A relação com a Tomorrow havia começado em 2019, quando o grupo passou a participar do negócio e da distribuição internacional. O acordo ajudou a ampliar a presença comercial da Coperni, mas a deterioração dessa parceria afetou a capacidade de funcionamento da empresa. O encerramento anunciado agora se refere especificamente à Coperni SAS. Vaillant e Meyer não detalharam a titularidade futura da marca nem apresentaram um plano de relançamento.

A notícia interrompe a trajetória recente de uma grife que ganhou projeção internacional ao unir experimentação visual e produtos de forte circulação cultural. Criada pelos dois designers franceses, a Coperni ficou conhecida por desfiles que transformavam tecnologia e performance em parte da apresentação das coleções. Suas bolsas de formas geométricas e seus acessórios ajudaram a levar essa linguagem além das passarelas.

No comunicado de despedida, os fundadores agradeceram às equipes, fábricas, compradores, parceiros criativos e clientes que participaram da construção da marca. A mensagem termina com uma promessa aberta de reencontro, sem informar quando ou sob qual estrutura os dois voltarão a trabalhar. Para funcionários, fornecedores e varejistas, a questão imediata é o desfecho das obrigações da empresa que encerrou as operações.

O caso também mostra a vulnerabilidade de marcas independentes quando criação, capital e distribuição dependem de acordos entre sócios. No caso da Coperni, a ruptura societária chegou ao público antes de existir uma resposta definida para a continuidade da grife. Até uma nova manifestação dos fundadores ou das partes envolvidas, o fato confirmado é o fim das atividades da Coperni SAS.

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Fonte: Coperni; The Impression
Imagem: Divulgação

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