LUXO Notícia

Art’G: a história de Márcio Granatowicz e do ateliê criado por sua mãe

A empresa fundada por Minda Granatowicz em 1984 ganhou continuidade com o filho, que desenvolveu uma linguagem de formas orgânicas e atenção à ourivesaria.

A história da Art’G começou em 1984, quando Minda Granatowicz decidiu criar joias contemporâneas no Rio de Janeiro. A iniciativa tomou forma em um ateliê no qual desenho e fabricação conviviam diariamente. Para seu filho Márcio, que acompanhou essa rotina desde cedo, a joalheria não chegou como uma profissão distante: era um ofício que se aprendia observando o metal, o gesto dos artesãos e as decisões tomadas diante da bancada.

O contato com a oficina marcou a formação do futuro designer. Márcio aprofundou seus conhecimentos em design de joias na PUC-Rio e passou a atuar na empresa familiar, desenvolvendo a linguagem que hoje caracteriza a marca. A ideia inicial de Minda criou as condições para que o filho transformasse a experiência acumulada na produção em assinatura criativa.

Publicidade

O trabalho que começa na bancada

O desenho de Márcio recorre a curvas, superfícies orgânicas e volumes que procuram acompanhar o corpo. O conforto e a ergonomia orientam as decisões de construção. São aspectos importantes em uma joia feita para o dia a dia.

Uma das características da Art’G é o acabamento do ouro 18 quilates conhecido pela empresa como Ouro Veludo. A superfície fosca altera a maneira como o metal recebe a luz, e chama a atenção para a forma e a textura. Esse tratamento se tornou um dos sinais visuais do trabalho da marca.

Durante décadas, a Art’G atuou também como fabricante para outras joalherias. O trabalho técnico, muitas vezes desenvolvido nos bastidores do mercado, ajudou a consolidar processos especializados de fabricação. A expansão da assinatura própria deu maior visibilidade à autoria que existia dentro da oficina.

O caminho para a alta joalheria

Em 2026, Márcio foi finalista do Inhorgenta Award, na Alemanha, com o Anel Buquê. A indicação levou o nome da Art’G a um circuito internacional de avaliação de design e destacou uma peça construída a partir de formas orgânicas e acabamento aveludado.

No mesmo ano, a empresa apresentou a Casa Granatowicz, assinatura dedicada a peças autorais de alta joalheria. Sua coleção de estreia, Emerald Lake, colocou esmeraldas da Mina Belmont, em Minas Gerais, no centro de composições inspiradas em paisagens naturais. Segundo a empresa, a nova assinatura foi criada em junho de 2026 e opera com distribuição restrita.

A relação com as gemas brasileiras ganhou outra dimensão em outubro, quando a Art’G recebeu a especialista Bebe Bakhshi, criadora da plataforma Champagne Gem, em uma programação que incluiu visita à Mina Belmont e encontro com o trabalho do ateliê no Rio de Janeiro.

Na carreira de Márcio Granatowicz, fabricação e criação caminham juntas. A oficina fundada por sua mãe permanece como origem, enquanto a segunda geração procura ampliar o reconhecimento do design brasileiro. A história da Art’G mostra como um conhecimento transmitido dentro de uma família pode encontrar expressão própria e circular em novos mercados.

Publicidade

Fonte: Art’G
Imagem: Divulgação

Compartilhar