NEGÓCIOS

O influenciador não quer mais cachê. Quer equity.

Creators começam a trocar contratos pontuais por participação societária e transformam influência em um ativo de longo prazo. Durante anos, a equação da creator economy foi relativamente simples: uma marca comprava acesso à audiência…

Creators começam a trocar contratos pontuais por participação societária e transformam influência em um ativo de longo prazo.

Durante anos, a equação da creator economy foi relativamente simples: uma marca comprava acesso à audiência de alguém, o creator recebia um cachê e a campanha terminava.

Publicidade

Esse modelo começa a mudar.

Creators com enorme capacidade de influência estão entrando no capital das empresas que ajudam a promover. Alix Earle investiu em Cymbiotika e já possui participações em outros negócios. Sofia Richie Grainge entrou em Dolce Glow. Charli XCX tornou-se acionista da Nothing. Hannah Bronfman construiu um portfólio com dezenas de startups.

O movimento leva a creator economy para um território novo.

Influência começa a virar propriedade.

Da campanha para o cap table

A lógica é fácil de entender.

Quando um creator consegue aumentar vendas, construir reconhecimento e levar milhares ou milhões de consumidores para uma marca, ele participa da criação de valor daquela empresa.

Até agora, normalmente era remunerado apenas pela entrega de comunicação.

Ao receber equity, passa a participar também do valor futuro que ajudou a construir.

Mas seguidores, sozinhos, não justificam uma participação societária.

A discussão mais sofisticada começa justamente aí.

Creators capazes de contribuir com aquisição de clientes, distribuição, desenvolvimento de produto ou estratégia podem ter um valor muito diferente daquele de alguém contratado apenas para gerar alcance.

Influência com prazo mais longo

Equity também altera a própria natureza da relação.

Uma campanha pode durar três meses.

Publicidade

Uma participação em uma empresa pode durar anos.

O creator deixa de ter interesse apenas no desempenho daquele post e passa a compartilhar, pelo menos economicamente, parte do futuro do negócio.

Isso também cria uma questão importante de transparência.

Quando alguém recomenda um produto do qual é proprietário, mesmo parcialmente, a relação entre conteúdo, publicidade e investimento fica mais complexa.

O próximo capítulo da creator economy talvez não seja descobrir quem tem mais seguidores.

Será entender quem consegue transformar influência em valor empresarial real.

Imagem: Alix Earle says 2026 is about ‘new beginnings’ and putting herself first

Publicidade

Compartilhar